Um ataque de drone causou um incêndio no perímetro da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, disseram autoridades de Abu Dhabi no domingo.
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), respondeu ao incidente com uma declaração dizendo que “a atividade militar que ameaça a segurança nuclear é inaceitável”.
Grossi apelou à “máxima contenção militar perto de qualquer (usina nuclear) para evitar o perigo de um acidente nuclear”.
Não houve relatos de ferimentos ou liberação radiológica.
Ninguém assumiu a responsabilidade pela greve e os Emirados Árabes Unidos não culparam ninguém.
O Ministério da Defesa do país escreveu no X que três drones entraram nos Emirados Árabes Unidos vindos da “direção da fronteira ocidental” no domingo. Dois foram interceptados, mas o terceiro drone atingiu um gerador elétrico “fora do perímetro interno” da usina.
O Ministério da Defesa afirmou num comunicado que estão em curso investigações “para determinar a origem dos ataques”.
O incidente ocorre num momento em que as tensões regionais em torno do cessar-fogo com o Irão permanecem activas. As tensões com o Irão têm aumentado nas últimas semanas, na sequência de repetidos ataques de drones e mísseis ligados ao conflito regional mais amplo.
As negociações de cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos também permanecem paralisadas.
O regulador nuclear dos Emirados Árabes Unidos disse no X que o incêndio não está afetando a segurança da usina e que “todas as unidades estão operando normalmente”.




