Política

Impasse sobre ativos russos enfrenta obstáculos além da Bélgica

Entre eles está a Noruega, cujo ministro das Finanças, Jens Stoltenberg, chega a Bruxelas na quarta-feira para discutir as necessidades de financiamento de Kiev, entre outros tópicos políticos. Economistas e políticos noruegueses sugeriram que a Noruega, apoiada pelo seu gigante fundo soberano, fornecesse a garantia para o empréstimo de reparação. Embora bem-vindas, as chances de isso acontecer são mínimas, de acordo com o funcionário citado acima.

A Comissão está também a incentivar as capitais da UE a utilizarem uma iniciativa recente de 150 mil milhões de euros para a aquisição de contratos de defesa, denominada SAFE, para colocar mais armas nas mãos das tropas ucranianas.

Quanto ao resto, a UE terá de intervir, a menos que a Bélgica, a Hungria e a Eslováquia cedam.

A próxima reunião dos líderes da UE está marcada para meados de dezembro. Mas o mesmo responsável disse que um acordo sobre o empréstimo para reparações seria demasiado tarde, uma vez que serão necessários meses para que alguns aspectos do acordo sejam aprovados em alguns parlamentos nacionais, incluindo a França e a Alemanha.

Os atrasos a nível da UE também têm um efeito de repercussão no financiamento internacional à Ucrânia por parte do credor mundial de última instância. O Fundo Monetário Internacional só emprestará mais dinheiro a Kiev quando estiver confortável com a saúde financeira do país, e o empréstimo para reparações é fundamental para garantir um resultado positivo.

Gregorio Sorgi, Giovanna Faggionato e Ben Munster contribuíram para este relatório de Bruxelas.