Homens do mar encalham Feirense de Filipe Martins ​

Homens do mar encalham Feirense de Filipe Martins

Treinador prepara-se, “como habitualmente, para falar olhos nos olhos com a administração”

▌Em três jogos em casa o Feirense somou um ponto

Final de tarde fria, mas boa para a prática de futebol, com as claques, ruidosas, alinhadas atrás das balizas. O Varzim trazia a lição bem estudada e o Feirense não a conseguiu contrariar.

Texto: A. Ferreira  | Foto: Ventura Santos

CD Feirense – 1

88 Kwame N´Sor

 

Varzim – 2

Levi Lumeka 8

Leonardo Ruiz 10

 

Ao intervalo 0-2

Árbitro: Jorge Sousa

Feirense: Caio, Ícaro Silva,  Ramires, Fati, F. Espinho, Vitor Silva 46′, Nsor, Feliz, Ze, Ricardo 67′, Mesquita 34′, Gui Ramos

Suplentes: Diga 34′, Boupendza 46′, Elves 67′
 

Amarelos: Boupendza 86′ e Gui 45′ (90’+5′ vermelho por ac.), Fábio Espinho 80′ e Feliz 41′. 

Treinador: Filipe Martins

Os da casa deram o pontapé de saída e com cinco minutos de jogo dão sinal mais com um remate a rasar o poste direito de Serginho, mas dois minutos depois golo para o Varzim — o Feirense não alivia a bola, permite várias recargas e Lumeka acaba por fazer golo. 

Nos minutos que se seguiram o Feirense ia à frente e rematava ao lado, o Varzim foi à frente e voltou a marcar. É esta a história dos primeiros dez minutos que se completa com o 0 – 2, numa jogada bem delineada pelo lado direito do ataque poveiro e terminada por Ruiz.

Aos 12 minutos, Fábio Espinho bate um livre em zona frontal, mas a uns bons 30 m leva a bola a bater com estrondo no poste direito da baliza adversária — pena para os fogaceiros porque a ser golo o Feirense entraria no jogo.

A equipa de Filipe Martins que jogava agora sobre brasas, dava também mostras de inconformismo — notava-se que os atletas da casa queriam inverter o resultado, obrigando Serginho a uma grande defesa aos 17′ minutos; 25′ minutos nova ocasião para golo, mas o Feirense quando chegava à área tudo se complicava.

A equipa de castelo ao peito não conseguia sair do colete que o Varzim lhe montou e com marcações a rigor o colete era cada vez mais apertado — cada vez que o Feirense tentava sair em construção, faltava alguém para receber o passe e sobravam dois do Varzim. Na resposta, os homens do mar privilegiavam o ataque pela sua direita, onde encontravam quase sempre um descampado e ai conseguiam montar a sua tenda. George punha em água a cabeça Vítor Silva e era dali que partia mais perigo — o Varzim usou e abusou da mesma jogada que só tardiamente foi corrigida.

Aos 45′ minutos num excelente remete de fora a área, Caio dá um monumental frango que daria o 0 – 3, mas o golo foi anulado por fora de jogo.

A segunda parte começa com a substituição de Vítor Silva por Boupendza que minutos depois tem um soberbo remate a merecer golo.

O Feirense vinha determinado, mas pouco eficaz; o Varzim não desarmava nas marcações e o Feirense não conseguia sair de forma organizada apesar de ter maior posse de bola.

Aos 65′ minutos Lumeka isola-se e quando tenta tornear Caio cai, vê amarelo por simulação, ficando os poveiros a reclamar grande penalidade.

Quando o Varzim trocava a bola de forma sucessiva no seu meio-campo, um atraso comprometedor deixaria o avançado feirense só com o guarda redes, mas Luís Pedro  optou pela falta para não permitir — do livre nada resultou, mas o capitão poveiro viu o vermelho direto aos 66′ minutos.

O Varzim sentiu a expulsão e disposicionou-se por algum tempo, fez duas substituições e demorou alguns minutos a corrigir. O Feirense começou então com jogo direto à procura de homens na área e o Varzim aproveitando o balanceamento atacante dos homens da casa quase fazia o 0 – 3 por Nduwarugira que isolado esqueceu-se onde era a baliza. 

Os homens da Feira ligaram o turbo, tinham raça e muita alma, mas por esta altura o coração já mandava mais do que a cabeça — o Varzim encolhia e o Feirense ia com todos lá para cima, mas aos homens do mar nunca faltou calma para travar as investidas da casa.   

Num último fôlego, aos 87′ minutos, Boupendza remata para uma defesa que resulta em canto e consequente golo por Nsor — os homens de Filipe Martins davam sinais de ainda acreditar no empate. Paulo Alves fez o jogo do empata, fez sair Ruiz para entrada de Stanley. 

Em desespero, numa disputa de bola junto à baliza do Varzim aos 90’+4′ minutos Gui Ramos vê o vermelho e no minuto seguinte Jorge Sousa dá por terminado o jogo.

Em função do que cada equipa fez nos 90′ minutos, trata-se de um resultado justo. O Varzim trazia a lição bem estuda e o Feirense não a conseguiu contrariar. 

Três jogos em casa, com apenas um ponto levantaram os lenços brancos e insultos ao treinador Filipe Martins.

Na conferência de imprensa Paulo Alves destacou o trabalho de todos  os seus atletas a quem deu os parabéns e achou a vitória da sua equipa mais que merecida — a pecar por escassa. 

Por seu turno, Filipe Martins também dá como justa a vitória do Varzim não sem lembrar que o Feirense podia ter marcado primeiro e a história do jogo seria outra. Questionado sobre se os pontos em atraso para o primeiro punham o seu lugar em risco, Filipe Martins escusou-se amavelmente a responder, alegando que estava “tudo ainda muito quente e que como era habitual iria falar olhos nos olhos com a administração” do clube à semelhança do que sempre tem feito.  

Man of the Match

Fábio Espinho
 

Sempre inconformado, empurrou sempre os fogaceiros para o ataque destacando-se um livre que merecia golo.

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