Política

Grã-Bretanha, França e Alemanha enviam equipes anti-drones para a Bélgica

As incursões de veículos aéreos não tripulados (UAV) sobre locais de infra-estruturas críticas da UE aumentaram nos últimos meses, com a Comissão Europeia apelidando-as de parte da guerra híbrida que a Rússia está a conduzir contra o bloco. A Rússia nega as acusações.

O Centro Nacional de Segurança Aérea da Bélgica estará totalmente operacional em 1º de janeiro de 2026, disse Francken após realizar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional na quinta-feira. Entretanto, o governo belga pediu ajuda a Berlim, Paris e Londres, que estão a enviar especialistas da força aérea.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que as incursões de drones estão ligadas às negociações em curso sobre a utilização de activos congelados russos para ajudar a financiar o esforço da Ucrânia para se defender contra a invasão total de Moscovo. Os activos são maioritariamente detidos nas instalações Euroclear da Bélgica.

“Esta é uma medida que visa espalhar a insegurança, fomentar o medo na Bélgica: não se atrevam a tocar nos bens congelados. Isto não pode ser interpretado de outra forma”, disse Pistorius numa conferência de imprensa na sexta-feira, informou a Reuters.

O governo da Bélgica não apontou explicitamente o dedo a Moscovo, mas o serviço secreto do país tem poucas dúvidas sobre a origem dos drones, segundo a VRT. Francken disse no sábado que “a Rússia é claramente um suspeito plausível”.