(Documentário) Uma vida por turnos a batalhar com sorrisos

Uma vida por turnos a batalhar com sorrisos

Em 2011, o nascimento do Gonçalo redefiniu os sonhos desta família

Texto: Tânia Silva | Imagem: Ricardo Santos

Conhecer a vida da família Cuco é mudar a nossa visão de paraíso e reconhecer que, na maioria das vezes, a nossa ambição e sonhos mais não são do que sentimentos de pertença a coisas banais. 

Desde 2011, o ano em que o Gonçalo nasceu, que a família Cuco vive por turnos, obrigada a redefinir quase todos os sonhos. O Gonçalo requer cuidados continuados, mãe e pai têm, por isso, horários laborais diferentes ao que juntam a recolha e seleção de tampinhas, caricas e rolhas de cortiça, trabalho que em grande parte só é possível com a ajuda de muitos amigos e de toda a família, tios, primos e, em especial, do avô e avó – Corticeira Amorim, Torrestir e Resialentejo completam o ciclo ao transformarem estes “recicláveis” em dinheiro, sempre transferido para a conta da clínica que trata o Gonçalo.

Confesso que não esperava lágrimas no capítulo da história apresentado pelas fisioterapeutas, mas até aqui fui atraiçoada pelas falsas expectativas de quem vive alienado destas realidades.

De sorriso no rosto, as fisioterapeutas, acompanham de perto as vitórias das crianças, mas de forma alguma ficam imunes às batalhas financeiras e emocionais que desgastam as famílias. Conseguir assegurar financeiramente a continuidade dos tratamentos é sem dúvida o grande dilema de todos, especialmente quando os resultados estão à vista. 

O estado prefere continuar a fazer “vista grossa” ao tratamento e considera que o que providencia é suficiente – 30 minutos de fisioterapia à quinta e sexta-feira, mais 30 minutos à terça-feira de hidroterapia.

De três em três meses são precisos cerca de 3000 mil euros para os tratamentos do Gonçalo – o que representa cerca de 20 dias de fisioterapia por mês – e é fácil perceber o desabafo do pai do Gonçalo quando diz “os nossos dinheiros esfumam-se”. Apesar dos resultados comprovados, a clínica especializada, com sede em Espinho, não consegue a comparticipação do estado em nenhum dos seus tratamentos, mas hoje o Gonçalo segura o pescoço, gatinha, dá passos e está em vias de marchar por força deste trabalho que o considera um atleta de alta competição.

E é esta a luta da família Cuco: “fazer com que o Gonçalo caminhe”.  

Deixamos em vídeo a história de Gonçalo, contada “quase” que na primeira pessoa e uma forma de explicarmos que o nosso “lixo” é o tesouro de um menino de Santa Maria da Feira e como um pequeno gesto que implica juntar e selecionar pode fazer toda a diferença na vida do Gonçalo. 

“Vamos ajudar o Gonçalo”

 

Você também pode ajudar: há 14 pontos de recolha de tampinhas, caricas e rolhas de cortiça, de preferência entregue já separado, muitos deles são no concelho da Feira. Lembre-se do que o Gonçalo diz: “a mais pequena contribuição é uma ajuda para que eu tenha uma vida melhor”.

Pontos de recolha:

Bombeiros de Santa Maria da Feira

Bombeiros de Lourosa

Geração Rui Dolores 

CD Feirense (Estádio Marcolino de Castro)

Bombeiros de Esmoriz

Bombeiros de Aguda

Tabacaria Sporting (em Espinho)

Shop 19 (em ESpinho)

Sexshopsexyline (Santa Maria da Feira)

Centro Comercial 8º Avenida (Cais Sul)

Margarita dos Sabores (Oleiros e Silvade)

Rox (Válega e Ovar)

Junta de Freguesia de Espargo

Bar do Arada Atlético ClubeVocê

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