A mídia italiana teve um dia de campo cobrindo a reunião, espalhando manchetes sobre o “constrangimento” do Palazzo Chigi sobre como lidar com a amizade estranha. E os parceiros da coligação de Meloni também não foram tímidos: “Temos ideias diferentes”, disse o líder da Forza Italia – e homem profundamente dedicado às férias de verão – Antonio Tajani, do primeiro-ministro húngaro.
Pobre Giórgia.
Imagine passar a maior parte do seu tempo no trabalho a tentar impedir que os seus colegas de equipa internacionais – todos com ambições autoritárias, um talento para a pele dramática e extremamente frágil – iniciem acidentalmente outra guerra, comercial ou outra, ofendendo-se uns aos outros. Ou apenas apontar que o bronzeador de alguém está desaparecendo.
Então Orbán apareceu à sua porta, virou-se para as câmaras e anunciou que o presidente dos EUA e entusiasta da maquilhagem, Donald Trump, “foi longe demais” com as suas sanções ao petróleo russo. Orbán prometeu que voaria pessoalmente para Washington para dissuadir o líder americano e resolver ele próprio a situação – como faria um verdadeiro homem forte.
E para garantir que nenhum líder mundial se sentisse excluído, Orbán voltou-se então para a Europa, declarando que a UE “não tem papel” e está “fora do jogo” quando se trata da Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ficará emocionada.
Giorgia já devia estar exausta a essa altura – e isso tudo no primeiro dia. Ela provavelmente esperava que Orbán tivesse pelo menos começado o dia com uma nota mais sagrada, considerando que sua manhã começou no Vaticano, mas sem sucesso.




