(Vídeo) Geração de ouro do União encontra-se 25 anos depois

Geração de ouro do União encontra-se 25 anos depois

É um dos maiores feitos da história do União de Lamas — a subida à 2.ª Liga em 1994,  e fez precisamente 25 anos no dia 11 de junho. Um quarto de século depois, a geração de ouro encontrou-se, no mesmo sítio, e talvez na mesma mesa do Restaurante Atlântico em Grijó, onde durante uma época preparam os seus jogos. 

1993/94 foi uma época que começou com altos e baixo, mais baixos do que altos, confessaram alguns dos intervenientes, ao recordar um início menos bom e as duas derrotas já na reta final — uma frente ao Maia, a outra frente ao Lusitânia de Lourosa em casa. A partir daqui, não havia espaço para errar ou desperdiçar. 

Dito e feito. Os comandados de Edmundo Duarte transportaram a sua raça para o campo, algumas das vitórias foram quase cardíacas, outras de êxtase total. No capítulo das vitórias todos recordam o encontro com o Moreirense, onde contra todas as “odds”, o União conseguiu o mais difícil e derrotou o Moreirense em Moreira de Cónegos. Uma vitória e uma exibição de gabarito empolgante, que se traduziu num excelente resultado frente ao líder da tabela classificativa (0 – 1) e que afirmou a equipa como uma das candidatas à disputa pela subida à 2.ª Liga. 

Nas jornadas que se seguiram o União continuou a traçar uma rota de sucesso que lhe garantiu o sonho da subida, mas a almejada passagem para a 2.ª Liga ficou adiada para a última jornada do campeonato da II divisão Zona Norte e dependia do resultado de dois jogos: União de Lamas e Vila Real onde apenas a vitória interessava, e o Lousada que recebia o Moreirense, onde o que se pedia era o empate. 

11 de junho de 1994, frente a frente, União de Lamas e Vila Real. Nos jornais sob a autoria de Rui Azevedo, lê-se “tarde de sol, com muito público nas bancadas. Relvado bem tratado. (…) Grande querer dos pupilos de Edmundo Duarte e bom trabalho do árbitro, Martins dos Santos, que anulou corretamente dois golos”. 

Bessa, ao minuto 33, inaugurava o marcador, “recebeu um centro do lado direito, contornou com rapidez os centrais do Vila Real e isolado perante Nuno fez o golo”. O segundo golo e o 2-0 para o Lamas chegou pelos pés de Célio ao minuto 69: “escapou-se aos centrais do Vila Real e, na sequência de um lançamento profundo, rematou forte e dilatou a vantagem. Os momentos mais emocionantes estavam para vir”, aos 72 minutos, penálti a favor do Vila Real, mas Dagoberto não evitou o golo. Merece aqui exaltar a excelente exibição do guardião da casa que esteve “em grande” até ao final da partida.

Nos minutos que seguiram dois golos anulados ao Vila Real, o segundo no penúltimo minuto do encontro, por carga sobre Neves. Com o jogo ainda a decorrer confirmava-se o empate do Moreirense em Lousada no Estádio Comendador Henrique Amorim e o público eufórico invade o campo. Assiste-se a “uma invasão pacífica do terreno de jogo”, mas o encontro é reatado. O apito final chegava pouco tempo depois e o triunfo instalava-se no estádio, com gritos de vitória a encher as bancadas – só se ouvia “União, União, União”.  Uns chamaram-lhe “milagre” outros “o mérito de se acreditar”. Eu prefiro campeões por um triz. 

Foi esta a história de um percurso que começou mal, mas que se transformou em grandeza, cheia de memórias coletivas e individuais que, terça-feira, 11 de junho, foram lembradas à mesa e na celebração dos 25 anos da subida.

O Diário da Feira agradece o convite e a colaboração de Carlos Silva que possibilitou a apresentação dos factos históricos aqui divulgados.

 

U. Lamas 1993/94

Equipa Técnica


Treinador:

Edmundo Duarte

Treinador Adjunto

Vítor


Departamento Médico:

Deolindo

Barbosa

Dr. Vítor


Roupeiro:

Quinzinho

Jogadores

 

Jorge Silva (capitão)

Paulo Alves

Faria

Pinto

Vieira

Carlos Manuel

Rocha

Bessa

Vitinha

Neves

Zulmiro

João Gomes

Dagoberto

Paulo Pinto

Lukovic

Nunes

Marcelo

Simão

Tony Richard

Célio

Real

Luís 

Gaspar

Neves

Larson

Amadeu

Carlos Alberto

Presidente

Constantino Resende

Diretores

 

Martins

Grilo

Alfredo

Magalhães

Francisco Camilo  

Lucídio Dias

Manuel Rapapelo

Zé do Castro

Chico

Quim Piroda

 

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