“Após o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, e se o seu rearmamento continuar sem controlo, um ataque em grande escala à NATO poderá tornar-se possível – e em breve”, disse ele. “Isso significa que temos que lidar com a possibilidade de um ataque contra nós, gostemos ou não. E além disso, não temos tempo a perder.”
O comandante apresentou o “Plano de Operação Alemanha”, um novo plano de defesa nacional alinhado com a estratégia regional da OTAN, como o modelo de dissuasão do país. O plano organiza a forma como até 800 mil soldados aliados poderão passar pela Alemanha no prazo de 180 dias para reforçar o flanco oriental da NATO, caso a guerra se avizinha. “Não é um plano de guerra, mas sim um plano de prevenção de guerra em sua essência”, disse Sollfrank.
Ele apontou para um aumento de ataques híbridos e sabotagens contra a Alemanha e os seus vizinhos – incluindo avistamentos de drones, incidentes navais e interferências submarinas – como prova de que Moscovo já está a testar as defesas da Europa.
“A dissuasão só funciona se for credível”, disse Sollfrank. “Devemos estar prontos para lutar para não termos que lutar.”




