Serra afia as garras e responde à direção do U. Lamas

Serra afia as garras e responde à direção do U. Lamas

Ex-dirigente lamacense com versão diferente sobre o seu afastamento, salão nobre e dívidas antigas 

▌Fernando Serra afirma que o salão nobre serve agora para "umas tainadas e umas copadas"

Fernando Serra garante que não foi demitido da direção do União de Lamas, mas sim demitiu-se; desmente as acusações de que foi alvo por parte da direção em exercício e classifica-as de mentirosas    levanta ainda questões quanto a valores que foram referidos.
 
Em declarações ao Diário da Feira Fernando Serra começa por dizer que “não existe oposição nenhuma a esta direção. Existe sim uma grande maioria de sócios atenta e descontentes com as irregularidades e falta de transparência nas contas do Clube” que, para o ex-dirigente, levam os sócios “a duvidar para onde vai uma parte do dinheiro”.
 
Fernando Serra contrapõe algumas das afirmações que a direção em exercício fez em entrevista ao Diário da Feira — o ex-dirigente começa por explicar que o valor apresentado como dívida à EDP “é falso porque o valor em dívida era de € 1.889,96” e não de sete mil euros como foi afirmado na entrevista. Valor que consta na cópia de um email que o ex-dirigente apresenta, relativo a um acordo de pagamento entre o União de Lamas e a EDP. 

A segunda discrepância apontada por Fernando Serra vai para o pagamento efetuado pelo União de Lamas à Associação de Futebol de Aveiro (AFA): “que o Lamas devia à associação 15 mil euros é falso porque o valor era de € 9.003,66”, valor que, segundo o ex-dirigente, nunca deveria ter sido pago “quanto a este assunto convém informar que esta dívida era do Lamas antigo e não do C.F.U.Lamas FF. A AFA usando de má-fé meteu medo que se o Lamas FF não assumisse a dívida não poderia inscrever os jogadores. Posto isto três diretores, à revelia dos sócios, em segredo endividaram o C.F.U.Lamas FF e fizeram um acordo de pagamento em prestações e como garantia deixaram uma letra avalizada e em branco”, refere ao sublinhar que “são duas coletividades completamente distintas com personalidades jurídicas autónomas e com números fiscais distintos. Portanto mais uma ilegalidade que estes diretores cometeram”.

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As bombas de gasolina também mereceram reparo — Fernando Serra refere que as diligências passaram apenas por si, “fui eu que tratei deste assunto e não houve recurso nenhum para tribunal”, refere ao explicar o desenrolar do processo. “No dia 7 de junho de 2013 o antigo Presidente do Lamas (Manuel Pardal), faz um contrato das bombas com Tendeiros & Baltazar, Lda, e com as artimanhas dele consegue receber um cheque de 50 mil euros. Depois disto, marquei uma reunião urgente com o Sr. Júlio e Luís Tendeiro, e foi aí que facultaram todos os documentos do contrato e cópia do cheque frente e verso”. O ex-dirigente aponta outras diligências, entre elas uma reunião com Câmara Municipal que levou assunto a reunião de câmara, no dia 19 de maio de 2014. Na sequência do processo foi requerido o registo predial do respetivo edifício e a 28 de outubro de 2014 faz-se “o contrato de comodato entre a Câmara e o C.F.U.Lamas, FF” que reverteu as bombas para o clube, refere Fernando Serra.

Os argumentos que a direção em exercício apresentou sobre o afastamento de Fernando Serra também levam reparo e o visado afirma serem “mais uma mentira grosseira” e refere uma ata da direção do dia 21 de maio de 2014: “Serra prestou contas e diz que só está mais uma semana, solidário com o Joaquim Cita. O Serra disse que queria dois cheques datados do que tem a receber. O Presidente foi claro e disse que não assinava” — verba que afirma ter recebido a 21 de julho de 2014, “cheque no valor de € 3.350,00”. Duas semanas depois, “no dia 2 julho de 2014 enviei carta registada com o meu pedido de demissão”, diz, sublinhando que “as obras do salão nobre foram suspensas por mim”.

Fernando Serra faz questão de referir que as obras “foram feitas com patrocínios de tudo o que era preciso, foi preciso meter a cara à vergonha e ir pedir, o que não se conseguia tinha que se comprar”. O ex-dirigente lembra ainda que, junto do União de Lamas, apenas duas pessoas deram corpo ao manifesto, “os únicos que conseguiram ajudar e pedir foi o Sr. Américo Monteiro e o saudoso Joaquim Cita. Eu é que avançava com o dinheiro e semanalmente nas reuniões de direção dava todos os processos, a papinha toda feita, a quem de direito. Quando suspendi as obras, foi marcada de imediato uma reunião num domingo depois do jogo para que eu continuasse com as obras para se fazer a inauguração o mais rápido possível”, explica ao referir que “fez se a inauguração com uma noite de fados, e só isso rendeu ao Lamas o valor líquido de € 2.333,49”. Um trabalho que deixa Fernando Serra “feliz e orgulhoso” — “sinto um orgulho enorme em ter transformado um espaço lastimável num local acolhedor. A obra existe”. Ao falar do espaço Fernando Serra frisa ainda que o “espaço foi feito para se promover eventos e gerar receitas”. No entanto, “depois deste evento nada foi feito” e o espaço serve para “umas tainadas e umas copadas”, refere. 

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