A petição lançada por Eleonore Pattery – um estudante universitário desconhecido de Bordeaux com foco nas regras ambientais – exige revogação do texto, argumentando que é “uma aberração científica, ética, ambiental e de saúde”.
No sábado, o número de assinaturas aprovou o limite de 500.000. Além desse limiar, os chefes de grupos parlamentares ou comitês parlamentares podem propor organizar um debate parlamentar sobre ele.
A Presidente do Comitê de Assuntos Econômicos da Assembléia Nacional, Aurélie Trouvé, do partido de esquerda da França, disse que fará essa proposta no outono.
“É a primeira vez que acontece na história da Assembléia Nacional”, disse um jubiloso Trouvé ao Politico por telefone no sábado.
Mas, para que o debate aconteça, a proposta deve primeiro receber o aceno da Conferência dos Presidentes da Assembléia Nacional, um órgão que reúne os principais legisladores, incluindo os líderes de comitês parlamentares permanentes como Truevé. A conferência de presidentes se reunirá novamente em 12 de setembro.
“Espero que possamos ter esse debate”, disse Trouvé, alertando que ignorar a petição seria uma “negação democrática”.
Embora o texto não possa ser revogado durante o debate parlamentar, o sucesso da petição é um golpe para o governo e para os lobbies dos agricultores que defenderam a medida em um nível simbólico.
O Conselho Constitucional da França também está investigando o texto e pode censurar parte dele se o conselho os considerar contrários à Constituição.




