O relatório mencionou especificamente a desinformação online dirigida a Narva, uma cidade fronteiriça com uma população maioritariamente de falantes de russo. Nas últimas semanas, uma campanha online que promove a secessão de Narva e do condado vizinho de Ida-Viru chamou a atenção na Estónia e noutros países. A primeira-ministra Kristen Michal falou publicamente contra o movimento separatista, que descreveu como “uma operação de informação criada pela Rússia para semear a discórdia”.
“Para o adversário, ter tais campanhas amplificadas pelos principais meios de comunicação é considerado um sucesso, pois aumenta a credibilidade e o alcance das mensagens hostis”, afirmou o relatório da KAPO.
Os serviços secretos da Estónia observaram que as operações de inteligência russas estão a ser conduzidas em grande parte remotamente e muitas vezes dependem do uso secreto de civis. De acordo com o relatório, Moscovo recrutou reformados em todo o país para fotografar danos nos monumentos de guerra soviéticos, recolhendo material que foi mais tarde utilizado numa campanha de propaganda russa que acusou a Estónia de vandalizar deliberadamente locais históricos.
O aumento na detecção de agentes russos não reflecte necessariamente um aumento da actividade dirigida pelo Kremlin no país. Os autores dos relatórios afirmaram que o elevado número de apreensões sublinha “a eficácia preventiva dos esforços de segurança interna da Estónia”.
“O quadro geral da ameaça não mudou. O principal adversário da Estónia permanece o mesmo – foi, é e continuará a ser no futuro previsível a Rússia com a sua mentalidade imperialista”, enfatizou o relatório.




