ONG de direitos humanos, meios de comunicação independentes e responsáveis sudaneses afirmaram que Abu Dhabi alimentou o conflito ao transferir armas para a RSF enquanto esta luta contra as Forças Armadas Sudanesas, que são apoiadas pelo Egipto, pelo controlo do país.
Os Emirados Árabes Unidos negam apoiar a RSF ou interferir na guerra do Sudão. Um porta-voz do governo dos Emirados Árabes Unidos disse ao POLITICO que não há evidências de interferência e rejeitou qualquer ligação com o grupo paramilitar.
O texto do Parlamento – apoiado por uma ampla coligação que inclui o conservador Partido Popular Europeu (PPE), os Socialistas e Democratas (S&D) de centro-esquerda, os Conservadores e Reformistas Europeus de direita, os Patriotas de extrema-direita, os liberais do Renew e os Verdes – condena o conflito de dois anos, que matou dezenas de milhares de pessoas e mergulhou 25 milhões na fome extrema.
De acordo com três funcionários do Parlamento familiarizados com as negociações entre as facções políticas, a linguagem que criticava o alegado papel dos EAU no Sudão proposta pelos Socialistas, Renew e Verdes provou ser uma linha vermelha para o PPE – que foi, por sua vez, apoiado por grupos à sua direita.
Sinal de apoio
A resolução atraiu uma operação diplomática invulgarmente assertiva por parte do Golfo.
Lana Nusseibeh, enviada dos EAU para a Europa, viajou para Estrasburgo com uma comitiva para se reunir com os eurodeputados e argumentar que Abu Dhabi está a trabalhar para a paz no Sudão, em vez de exacerbar o conflito.




