Política

Diplomatas lutam para salvar o papel do Reino Unido no fundo para florestas tropicais COP30

O TFFF destina-se a pagar retornos sobre investimentos feitos por países doadores e pelo setor privado, com o objetivo de recompensar os países por cada hectare de floresta tropical que conservam. As autoridades brasileiras dizem que é “possível” que o fundo consiga angariar 10 mil milhões de dólares (7,6 mil milhões de libras) no seu primeiro ano, um limiar fundamental, uma vez que o maior contribuinte até à data, a Noruega, fez com que a sua promessa de 3 mil milhões de dólares dependesse disso.

Mas o Reino Unido disse que não irá contribuir com dinheiro, uma semana antes de um orçamento em que se espera que a chanceler Rachel Reeves anuncie uma “miscelânea” de aumentos de impostos internos para fechar um buraco negro nas finanças públicas.

Garo Batmanian, chefe do Serviço Florestal Brasileiro e coordenador do TFFF, disse ao POLITICO que Brasília pode ser paciente.

“Qualquer fundo de investimento que… recebe US$ 5,5 bilhões no primeiro dia em que abre para negócios – é um número muito importante”, entusiasmou-se Batmanian. O Brasil “esperava a entrada de outros países”, disse ele, mas acrescentou: “Não será um desastre se esperarmos algumas semanas”.

O TFFF é investimento, não fundos de doadores, continuou Batmanian, destacando o investimento de países como a Noruega e a França. “Não conheço o orçamento do Reino Unido, mas quero apenas lembrar-vos que não se trata de uma doação, por isso os empréstimos são orçamentados de forma diferente. … Não estamos a pedir dinheiro da APD (despesas de ajuda). Então, entendo que não tenham mais dinheiro para a APD, mas é de outro lugar – mas que noutro lugar talvez ainda não tenham pensado nisso.”

“Então, talvez eles (o Reino Unido) voltem”, disse ele.