A participação do país no torneio tem sido questionada em meio à guerra em curso entre EUA e Israel no Oriente Médio, mas o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou firmemente em meados de abril que a seleção iraniana “tem que vir” para a competição.
A Itália, tetracampeã mundial, perdeu uma partida dos playoffs nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina no mês passado; sua aparição mais recente na Copa do Mundo foi em 2014, no Brasil. O caso rapidamente se tornou político e o presidente da federação italiana de futebol, Gabriele Gravina, foi forçado a renunciar.
Apesar do choque de perder o maior torneio de futebol do mundo pela terceira vez consecutiva, as autoridades italianas rejeitam categoricamente a ideia de Zampolli de deixar a Azzurri entrar pela porta dos fundos.
O presidente do Comité Olímpico de Itália, Luciano Buonfiglio, disse não acreditar que a substituição do Irão fosse possível e acrescentou que ficaria “ofendido” se a Itália fosse autorizada a participar em tais circunstâncias. “É preciso ganhá-lo para ir à Copa do Mundo”, disse ele.
O ministro da Economia italiano, Giancarlo Giorgetti, foi ainda mais longe: “Hoje li a notícia de que o enviado de Trump pediu isso: considero vergonhoso. Teria vergonha”, disse aos jornalistas.




