Pouco antes de assumir o cargo, há um ano, o presidente do Conselho disse que pretendia organizar reuniões periódicas e informais dos líderes da UE, onde pudessem discutir temas amplos e estratégicos sem a necessidade de chegar a conclusões definitivas. O objectivo era criar espaço para os tipos de debates que regularmente inviabilizavam as cimeiras oficiais presididas pelo antecessor de Costa, Charles Michel.
Embora Costa quisesse realizar os retiros fora da capital belga, as preocupações de segurança obrigaram-no a realizar o primeiro destes eventos no Palácio Egmont, no centro de Bruxelas, em Fevereiro passado. Durante essa sessão, os líderes da UE discutiram questões relacionadas com o tema mais amplo da defesa europeia. Na semana passada, os líderes do bloco participaram numa reunião informal em Luanda, Angola, onde as conversações se centraram nos esforços em curso para garantir uma paz duradoura na Ucrânia.
Durante a ampla entrevista ao Expresso, que marcou o seu primeiro ano na presidência do Conselho, Costa disse que o maior desafio que enfrentou foi o de estabilizar as relações entre a UE e o presidente dos EUA, Donald Trump. Esse objetivo, disse ele, foi alcançado, mas reconheceu que a dinâmica entre Bruxelas e Washington é “diferente” do que era antes.
Costa disse que é essencial que a UE “mantenha a calma, a serenidade e continue a esforçar-se para ser construtiva” ao lidar com Trump, e observou que a relação entre Bruxelas e Washington não é “entre iguais”. A UE, observou ele, é composta por 27 países membros “cada um com as suas próprias políticas e interesses”, enquanto os EUA funcionam como uma entidade federal única.




