“É mais ou menos o que pedimos”, disse um legislador sênior que está envolvido nas discussões.
Outro ponto de discórdia é a proposta da Comissão de fundir o orçamento regional e agrícola num único fundo gerido pelos governos nacionais – que teriam uma margem de manobra significativa sobre como gastar o dinheiro.
Isto provocou indignação entre presidentes de câmara e líderes regionais, que temem não ter voz ativa em relação aos fundos.
Para resolver este problema, o executivo da UE decidiu agora sugeriu dar aos líderes regionais mais poder para determinar como o dinheiro está a ser gasto – inclusive dando-lhes um lugar à mesa nas principais reuniões de planeamento entre os governos nacionais e funcionários da Comissão.
Numa concessão adicional, a Comissão propôs garantias para reduzir o risco de os governos nacionais cortarem os pagamentos às regiões mais desenvolvidas. Isto vem juntar-se a uma garantia de 218 mil milhões de euros para pagamentos às zonas mais pobres em Julho.
Por último, a Comissão sugeriu que se atribua ao Parlamento um papel mais importante na decisão sobre a forma como o financiamento público da UE está a ser gasto.
As alterações propostas serão controversas junto das capitais nacionais, que estão actualmente a alterar a proposta da Comissão e geralmente opõem-se a fazer concessões antecipadas ao Parlamento.
Bartosz Brzeziński contribuiu para este relatório.




