Política

Comissão Europeia diz que “manterá as nossas opções abertas” sobre a ameaça tarifária de Trump

O presidente da comissão comercial do Parlamento Europeu, entretanto, classificou a ameaça tarifária de Trump como “inaceitável” e acusou os EUA de “quebrarem os seus compromissos”.

Tem havido tensões latentes entre os dois lados sobre a implementação do acordo com a Escócia. Os EUA queixaram-se do tempo que a UE está a demorar para reduzir as tarifas, enquanto a Europa se irritou com a quantidade de produtos seus que estão a ser atingidos por uma tarifa americana de 26% sobre o alumínio e o aço.

Os governos da UE estão divididos sobre a possibilidade de procurar salvaguardas adicionais, conforme exigido pelo Parlamento Europeu, atrasando um acordo sobre o caminho a seguir. A maioria dos países resistiu a um esforço liderado pela França para rever o acordo.

Manfred Weber, presidente do Partido Popular Europeu de centro-direita, o maior grupo político do Parlamento Europeu, disse ao POLITICO que as negociações “devem ser concluídas rapidamente para que o acordo possa finalmente entrar em vigor”.

“As nossas empresas não podem permitir-se qualquer incerteza prolongada”, disse Weber, apelando a uma votação final do acordo no Parlamento já no próximo mês.

A promessa de Trump de intensificar a disputa está a causar alarme entre os fabricantes de automóveis estrangeiros nos EUA. Um aumento tarifário “ameaçaria o progresso que já foi feito para abrir os mercados da UE e fazer crescer a indústria automóvel dos EUA”, Jennifer Safavian, CEO do lobby industrial Autos Drive America, de acordo com a AP.

O ministro francês dos Assuntos Europeus da UE disse ao POLITICO no dia 28 de abril que “não havia razão para implementar unilateralmente um acordo se este não for respeitado pela outra parte”.

Max Griera Andreu contribuiu com reportagem.