A Bélgica teme que a utilização dos activos a deixe exposta a acções legais russas no país e no estrangeiro, uma vez que o dinheiro sancionado é mantido no depósito financeiro Euroclear, com sede em Bruxelas. De Wever exige garantias financeiras do resto do bloco para se proteger contra os advogados do Kremlin, que poderiam convencer um tribunal a enviar o dinheiro de volta a Moscovo.
Esta é uma grande preocupação para a Bélgica, que tem um tratado bilateral de investimento com a Rússia, assinado pela primeira vez em 1989.
“As garantias também estariam relacionadas a riscos decorrentes de tratados bilaterais de investimento que estão ligados à imobilização dos activos soberanos russos”, escreveu von der Leyen.
O memorando inclui duas outras opções de financiamento a serem consideradas caso os ativos russos não sejam usados para financiar o empréstimo. Ambos veriam a UE pagar do seu próprio bolso para apoiar a Ucrânia.
A carta de Von der Leyen foi publicada depois de ela ter se encontrado com De Wever na sexta-feira, após semanas de negociações entre os dois lados sobre o uso dos ativos russos.




