Crónica: Cócó! Porque nem todas as crónicas cheiram bem

Crónica: Cócó! Porque nem todas as crónicas cheiram bem

Sente-se mal, o mundo e as notícias parecem um monte de cócó. Então refugie-se no wc porque neste artigo vai conhecer dez coisas fantásticas sobre cócó e refrescar (ou empestar) a sua mente. 

1. Cócó de cão é muito parecido com o teu.

Não era esperado que os microbiomas humanos e caninos tivessem muito em comum; comemos muito mais vegetais (ou não) e temos diferentes sistemas imunológicos. Estudos científicos sugerem que temos um número surpreendente de espécies compartilhadas nas nossas entranhas.

2. Sei quanto tempo demoras a fazer cócó.

 Não há grande variação, mesmo entre espécies, por exemplo, o reto de um elefante é 10 vezes maior do que de um cão, mas mesmo assim eles fazem cócó na mesma quantidade de tempo. De acordo com “Hydrodynamics of defecation” um estudo publicado no jornal “Soft Matter”  de gatos a elefantes todos fazemos cócó durante um período de 7 a 12 segundos.

 

 

3. Já te disseram: “só fazes m*#&? Ainda bem! Agora podes ajudar os outros!

O transplante de microbiota fecal (clique em segurança, não tem fotos) é exatamente isso, aquele seu colega que tem dificuldades no wc pode agora fazer um bom cócó como tu, funciona assim: fazes um bom cócó, este é transplantado para um intestino doente, depois é esperado que os micróbios que mantêm o doador regulado crie raízes e floresçam na sua nova casa. 

 

4. Há  animais que fazem cócó aos cubinhos.

A-HA! Você pensava que o seu cócó era único e original! Mas não é! Esse prémio vai para o fascólomo, um mamífero australiano (só podia). As suas fezes são angulares como o raio, mas aparentemente não magoam o animal. Se por acaso tiver um fascólomo em casa (não devia ter) tenha cuidado a confusão com caldos Knorr é constante.

5. Cócó mais valioso que ouro

“Guano” vem do palavra indígena “Quechua” e refere-se a qualquer cócó que fosse utilizado como fertilizante natural. No momento auge o império Inca os governantes davam muito valor ao Guano e além de restringir o acesso ao mesmo, puniam com morte qualquer perturbação que fizessem aos pássaros que produziam esse néctar acastanhado.

 

6. O cócó de hipopótamo é nosso rei e senhor

Não, não é uma conspiração, de acordo com este artigo da prestigiada “Popular Science” é nos intestinos (e no cócó) dos hipopótamos que se encontram uma das principais fontes de silício (Si) no planeta. Elemento crucial à nossa existência. O silício é utilizado para fazer silicones e o óleo de silício é um lubrificante usado em cosméticos e condicionadores de cabelo. 

 

7. Há cócó de rato em Marte?

A NASA no seu projeto para nos levar a Marte criou o estudo “Twins Study” – há tanto que se pode aprender a comparar uma pessoa na Terra com uma que vive no espaço, mesmo que sejam gémeas idênticas. Mas para obter mais dados, os cientistas usam agora  ratos (e, claro, o cócó deles).

 

8. O cócó está em todo lado

Se está a ler artigo no WC, prepare-se porque: há cócó em tudo. TUDO. De facto nem precisa de estar no WC, em baixo esta uma lista de alguns sítios onde os cientistas já descobriram cócó:

• Teclados

• Telefones

• Sapatos

• Carrinhos de supermercado

• E na sua roupa interior tem até um décimo de grama!

9. Bill Gates ajudou a transformar o seu cócó em água

A máquina chama-se Omniprocessor – mas não temos palavras para descrever a nossa alegria. O melhor mesmo, é ver por si nesta entrevista do homem aqui.

10. Finalmente – o melhor café do mundo é um cócó

Não é bem verdade, mas o café “Kopi luwak” da ilha da Sumatra é considerado um dos melhores, e mais caros cafés do mundo (e não, não é feito de cócó), mas sim dos grãos de café que passaram pelo trato digestivo do “musang” ou “civeta de palmeira asiática” (Paradoxurus hermaphroditus) e foram depois recolhidos e (com grande alívio) limpos de qualquer cócó. Este processo serve confere uma fermentação natural que gera um café com toque de frutas vermelhas e pouco amargo. Um quilo apenas custa perto de 2000 €. 

E em caso de estar com dúvidas, não funciona com gatos – por favor não tente isto em casa  – acredite, o meu gato ainda não parou depois de ter comido tanto café. 

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Numero de vezes que a palavra cócó se usou neste artigo, o que por si já deve ser um recorde de cócó.
O Tomás colabora com o Diário da Feira onde geralmente é-lhe pedido para escrever sobre uma variedade temas que mais ninguém quer escrever (ou saber), sempre com receio de represálias, de acordo com ele próprio é um cronista cobarde, de qualidade inferior e indigno de representar a classe.
Tomás Santos-Morteiro
Ovelha Negra

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