O rebaixamento ocorre quando a França está passando por uma crise política e está lutando para reduzir sua enorme dívida pública.
Na terça -feira, o presidente francês Emmanuel Macron nomeou Sébastien Lecornu como primeiro -ministro depois que seu antecessor, François Bayrou, foi derrubado um dia antes em um voto de confiança sobre o aperto orçamentário de 43,8 bilhões de euros que propôs para o próximo ano.
“Esperamos que a véspera da eleição presidencial em 2027 limite ainda mais o escopo da consolidação fiscal no curto prazo e veja uma alta probabilidade de que o impasse político continue além da eleição”, afirmou a agência.
Se o rebaixamento de Fitch for seguido pelas outras agências de classificação, poderá significar problemas para a França. A Moody’s and Standard & Poor’s avaliará a classificação de crédito do país em outubro e novembro, respectivamente.
O governo cessante prometeu reduzir o déficit do país para 4,6 % do produto interno bruto no próximo ano e a colocá -lo em 3 %, conforme exigido pelas regras da UE, até 2029.
Instituições e auditores financeiros pediram repetidamente a França a controlar seu déficit, que disparou após a pandemia do Coronavírus e a crise energética. Os auditores do país e o primeiro -ministro cessante alertaram que, sem grandes cortes, o reembolso da dívida se tornará o item de orçamento número um da França no próximo ano, superando os gastos em educação.




