Quatro pessoas informadas sobre os planos disseram ao Politico que a Comissão espera basear sua ação em um conjunto de conclusões do Conselho Europeu que todos os líderes da UE, incluindo Orbán, concordaram em 19 de dezembro do ano passado.
Nessa afirmação, os líderes declararam: “Os ativos da Rússia devem permanecer imobilizados até que a Rússia cessasse sua guerra de agressão contra a Ucrânia e a compense os danos causados por esta guerra”. Na época, essa declaração havia sido amplamente entendida como significando que os próprios ativos deveriam permanecer congelados, principalmente no Banco Euroclear na Bélgica, e não acessados pela Rússia, enquanto o interesse poderia ser usado para o esforço de guerra.
O novo argumento da Comissão é que esta afirmação fornece cobertura suficiente para alterar as regras de sanções da unanimidade para uma maioria qualificada. Para que isso funcione, todos ou a maioria dos outros países teriam que concordar.
“Isso exigiria um acordo político de alto nível de todos ou a maioria dos chefes de estado ou governo”, disse a Comissão em uma reunião aos embaixadores da UE na sexta-feira.
Não apenas Hungria
Ganhar esse acordo mais amplo não será fácil. Existem outras nações favoráveis à Rússia na mixagem em potencial, como a Eslováquia.
Depois, há o problema da Bélgica. O governo belga já recuperou em meio a preocupações de que a captura de dinheiro da UE possa expor a Bélgica e a Euroclear, uma instituição financeira que abriga os ativos congelados do estado da Rússia, à retaliação legal de Moscou.




