Política

Bélgica evita colapso do governo enquanto Bart De Wever chega a acordo orçamentário

“Hoje o trabalho, amanhã os frutos”, disse De Wever numa publicação no X, acrescentando que o acordo e outras reformas melhorariam a posição da dívida da Bélgica em 32 mil milhões de euros.

O défice da Bélgica atingiu 5,4% do PIB este ano, enquanto a dívida pública se situa em 104,7% do PIB. Na semana passada, a Comissão Europeia alertou que, no caso de uma política inalterada, o défice da Bélgica poderia atingir 5,9 por cento até 2027, com apenas a Polónia a ter um pior desempenho na UE.

O governo aumentou os impostos especiais de consumo sobre o gás natural, enquanto certos produtos recreativos, como estadias em hotéis e comida para levar, ficarão mais caros. Os impostos sobre bilhetes de avião também aumentam, de 5€ para 10€.

Contudo, não haverá um aumento geral no imposto sobre o valor acrescentado, uma vez que o partido liberal francófono MR resistiu a essa medida.

A Bélgica também ajustou o seu método de indexação salarial, segundo o qual os salários aumentam ligados à inflação, com as alterações a afectarem os que ganham mais.

O governo também se comprometeu a colocar de volta ao trabalho 100 mil pessoas que estão atualmente em licença médica. Também introduziu um imposto de 2 euros sobre pacotes provenientes de lojas online não europeias, como a plataforma chinesa de comércio eletrónico Shein.

A administração de De Wever garantiu o acordo no início de uma greve geral de três dias que está a afectar os transportes públicos, os serviços públicos e as escolas.