BE afirma que condições de trabalho penosas explicam número atípico de baixas médicas

BE afirma que condições de trabalho penosas explicam número atípico de baixas médica

Moisés Ferreira aponta o dedo à Amorim Revestimentos e Amorim Flooring

• Em discussão, ritmos de trabalho excessivo | Foto: DR

A alta prevalência de baixas médicas na linha de produção, onde a percentagem de trabalhadores em baixa médica quase que chega aos 20%, foram dois dos argumentos apresentados ao governo pelo deputado Moisés Ferreira a solicitar a intervenção das autoridades de saúde nas empresas Amorim Revestimentos e Amorim Flooring, em S. Paio de Oleiros. 

O deputado sublinha que este é “um número verdadeiramente atípico, traduz condições de trabalho particularmente penosas e leva a um aumento das doenças profissionais devido aos ritmos anormais de trabalho” — “segundo nos foi dito, linhas de produção que tinham cinco trabalhadores estão agora a laborar com dois, sendo-lhes exigida a mesma produção”. 

As denúncias não se ficam por aqui. No documento apresentado, no dia 3 de julho, Moisés Ferreira fala em pressão das chefias para se “trabalhar aos sábados e domingos, existindo muitas situações em que os trabalhadores ficam 12 dias a laborar sem um único dia de descanso”.

O alerta para este ritmo de trabalho foi dado durante a greve que envolveu alguns dos trabalhadores das duas empresas, nos últimos dias do mês de junho. O deputado considera estar reunidas condições para a atuação das autoridades de saúde que “podem e devem atuar, dentro das suas competências e funções, a começar pela defesa da saúde pública”.

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