“Os comentários de negação do Holocausto transmitidos pela inteligência artificial Grok em X foram incluídos na investigação em curso conduzida pela divisão de crimes cibernéticos do Ministério Público de Paris, e o funcionamento da IA será analisado neste contexto”, disse o Ministério Público de Paris ao POLITICO, confirmando um relatório da AFP.
A Liga dos Direitos Humanos, ou LDH, também anunciou na quarta-feira que estava apresentando uma queixa contra o modelo de IA. As mensagens postadas no X por Grok são uma “negação de crimes contra a humanidade”, segundo a organização de direitos humanos.
A LDH optou por apresentar uma queixa “contra X”, procedimento aplicável quando o autor do crime é desconhecido, disse Nathalie Tehio, presidente da LDH.
Em julho passado, Grok foi alvo de críticas públicas após uma atualização de software projetada para permitir que ele fornecesse opiniões mais “politicamente incorretas”. Poucos dias depois, a xAI anunciou que estava “trabalhando ativamente para remover conteúdo impróprio”.
Às 18h de quarta-feira, as postagens visadas pela LDH ainda estavam acessíveis na plataforma.
X não respondeu imediatamente ao pedido de comentários do POLITICO.




