Condições na escola de Stº António em Rio Meão geram discórdia​

Condições na escola de Stº António em Rio Meão geram discórdia

Associação de Pais fala em inércia, Agrupamento sugere aproveitamento 

▌Responsável pelo agrupamento afasta cenário alarmista | Foto: FB/JISA

A associação de pais da escola e jardim de infância de Santo António, em Rio Meão, aponta falta de condições que se agravam em dias de chuva — o agrupamento discorda e afirma que os problemas estão a ser levados ao extremo.

Em comunicado, o deputado do Bloco de Esquerda, Moisés Ferreira, fez saber que as chuvas dos últimos dias agravaram a falta de condições com que os alunos da Escola Básica e Jardim de Infância de Santo António se debatem — o deputado refere que chuva e baldes dentro das salas de aula são dois exemplos gravosos da ausência de manutenção da escola.

O Diário da Feira contactou a associação de pais da escola e Vítor Ribeiro, confirma “chover copiosamente dentro das salas de aulas”. O representante avança que “a escola não tem manutenção há muitos e muitos anos” e, por várias vezes, informou o município dos problemas que o edifício enfrenta, mas “da parte da câmara tudo anda devagar, devagarinho”. Segundo Vítor Ribeiro, “em dias de temporal, quando a chuva é muita, é preciso colocar baldes dentro das salas de aulas” — um dos sítios onde pinga é “curiosamente na mesa da professora”. 

Os problemas não se ficam por aqui e a lista de deficiências apresentada pelo representante da associação de pais continua: “a máquina de lavar não funciona e a louça é lavada à mão, em água fria”, “as portas dos wc’s estão em mau estado e as casas de banho têm problemas de canalização”. A associação de pais também “não entende porque foi pintada apenas a fachada da EB1 e não a do jardim de infância, quando os alunos do Jardim de infância também usam as instalações da EB1”.

Hoje, 11 de novembro, ao Diário da Feira, Francisco Silva, responsável pelos jardins de infância e escolas primárias de Rio Meão, afirmou desconhecer alguns dos problemas, mas prontificou-se a visitar a escola para averiguar e auscultar as questões — visita que realizou ainda hoje, ao final da manhã. 

No seguimento da mesma, Francisco Silva, assegura que os “pais podem ficar descansados” e afasta os sinais de alarme levantados pelo Bloco de Esquerda e por Vítor Ribeiro — “se os houvesse já tínhamos enviado um comunicado para a câmara, avisando que estávamos em situação extrema, tal como fizemos quando ficamos sem água quente”, diz ao explicar um a um, os problemas levantados

A máquina de lavar já foi reparada e o problema resolvido num espaço de tempo curto que o responsável considera razoável — “cerca de dois dias”. 

Quanto à questão da água quente, Francisco Silva confirma a avaria, mas afirma que os técnicos da câmara que se deslocaram à escola “solicitaram a substituição do cilindro, pelo que a falta de água quente prende-se com questões burocráticas”, nomeadamente “tempos de contratação que a aquisição de material exige”, no entanto, foi-lhe confirmado pelos serviços educativos da câmara que “o problema poderia ser resolvido ainda no decorrer desta semana”.

“Chuva copiosamente” e “baldes de água dentro da sala de aula” são cenários que o responsável rejeita, embora reconheça que estão registados três problemas de infiltrações na escola: um, na cantina, onde já foram feitas algumas correções, mas o problema persiste; 

outro numa das salas de aula onde há uma pequena infiltração e, por último, um problema de isolamento no revestimento das janelas localizadas na fachada que ocasionalmente faz com que a água escorra na parede. Problemas que “só poderão ser corrigidos quando as condições meteorológicas o permitirem”, diz Francisco Silva ao referir que os técnicos da câmara “visitaram a escola, segunda-feira, 4 de novembro”. 

No caso concreto das infiltrações nas salas de aula, Francisco Silva reforça que o problema terá surgido com o entupimento de uma das caleiras e “nos dias com mais chuva pingou num cantinho de uma das salas, não é nas salas todas, nem por toda a escola e, por acaso, aconteceu próximo da secretária da professora”. 

Quanto às deficiências das portas das casas de banho e respetiva canalização, Francisco Silva, frisa que os problemas da escola e do jardim de infância estão a ser levados ao extremo, “talvez para se conseguirem outros objetivos” porque “de todas as portas da escola apenas uma está estragada” 

E explica: “é um problema com uma das dobradiças, a porta está funcional, mas obriga a que se faça um bocadinho de força — não está inutilizada”. No capítulo das canalizações Francisco Silva explica que “houve uma infiltração da casa de banho de cima para a de baixo, que foi resolvida, mas o teto de baixo ainda apresenta sinais de humidade”. O responsável garante que a pintura não foi negligenciada, “mas fomos informados que o ideal será esperar que seque para pintar — caso contrário arrisca-se a que a parede fique igual”. 

Por último a pintura da fachada da escola: Francisco Silva sugere que este melhoramento terá sido um pedido realizado pela anterior direção do agrupamento, há mais de três anos, pelo que deduz que, na altura, o Jardim de Infância não precisasse dessa intervenção.   

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