Política

Assédio sexual é comum nas forças armadas do Reino Unido, revela pesquisa

Quase um terço (32 por cento) das mulheres inquiridas afirmaram ter experimentado toques indesejados e oito por cento relataram actividade sexual não consensual.

O pessoal de serviço masculino também enfrentou assédio sexual, com 34 por cento afirmando ter encontrado comportamento sexualizado, a maior parte do qual verbal.

O pessoal subalterno foi desproporcionalmente visado, com 71 por cento das mulheres abaixo dos postos oficiais tendo experimentado comportamento sexualizado, em comparação com 58 por cento das mulheres oficiais. As mulheres de ambos os grupos de classificação tinham maior probabilidade de ter experimentado comportamento sexualizado do que as categorias masculinas equivalentes.

A pesquisa com mais de 94.000 militares foi realizada após avaliações anteriores do Marechal-Chefe da Força Aérea Michael Wigston e do Comitê de Defesa da Câmara dos Comuns, ambos os quais pediram uma investigação mais aprofundada sobre a escala do problema.

A ministra da Defesa, Louise Sandher-Jones MP, classificou os resultados como “totalmente inaceitáveis”.

A pesquisa “fornece uma base irrestrita para enfrentar e abordar plenamente as causas profundas deste problema”, acrescentou ela, enquanto “novos padrões de transparência e responsabilização estão sendo estabelecidos em nossas forças armadas”.