Ao expressar empatia pelos demandantes que seguiram ações legais após a tragédia, os juízes observaram que as acusações de negligência criminal devem ser apoiadas por evidências demonstrando “uma negligência abstrata das vítimas”. A decisão também enfatizou que esses casos não podem se basear em avaliações de “tomada de decisão discricionária” pelo primeiro-ministro.
Citando limites jurisdicionais, o Supremo Tribunal se recusou a governar queixas legais semelhantes apresentadas contra o presidente do Valências Carlos Mazón, que foi criticado por subestimar a ameaça representada pelas tempestades que despertaram o desastre. A decisão observou que uma investigação judicial está em andamento em Catarroja, uma das cidades mais atingidas pelas inundações, e que o juiz encarregado dessa investigação está mais bem posicionado para determinar se a catástrofe foi maltratada.
A resposta oficial a um dos desastres climáticos mais mortais da história da Europa continua sendo uma grande questão política na Espanha. O partido do povo da oposição central, que governa em Valência, procurou proteger Mazón e outros funcionários das críticas ao tentar mudar a culpa para Sánchez e outras figuras nacionais.
A última decisão da Suprema Corte mina essa narrativa, assim como a investigação judicial em Catarroja, que até agora apontou negligência por parte dos funcionários do governo regional de Valência.
Embora números nacionais como o chefe do Serviço Nacional de Meteorologia da Espanha tenham sido liberados de irregularidades, em março passado, Salomé Prasas, ex -chefe dos serviços de emergência da região, foi colocada sob investigação formal por seu papel na crise.




