Política

Após 600 dias, Bruxelas ganha governo

A capital belga estava sem governo regional desde as eleições de junho de 2024, com os partidos incapazes de chegar a acordo sobre a formação de uma coligação, causando o caos nas finanças da cidade. Bruxelas enfrenta atualmente uma dívida impressionante de 15 mil milhões de euros, levantando preocupações sobre uma crise financeira iminente.

As partes envolvidas nas negociações desta semana foram o MR francófono, o PS socialista e o centrista Les Engages, e o esquerdista flamengo Groen, o partido social-democrata Vooruit, o liberal Anders e o conservador CD&V.

Falando numa cimeira informal de líderes europeus, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, reagiu às notícias com um optimismo cauteloso.

“Tenho visto mensagens de WhatsApp chegando sobre isso. Quero principalmente ver o que o acordo implica”, disse ele, acrescentando que “o orçamento de Bruxelas saiu completamente dos trilhos”.

O sistema descentralizado de governação da Bélgica significa que as suas três regiões – a Valónia de língua francesa no sul, a Flandres de língua neerlandesa no norte e Bruxelas imprensada entre elas – têm cada uma um governo separado do governo nacional da Bélgica.