Selmayr foi chefe de gabinete do ex-presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, antes de se tornar secretário-geral do braço executivo da UE até 2019. Desde então, foi destacado para Roma como embaixador do bloco no Vaticano.
Selmayr reuniu-se com a equipa de topo de Kallas nas últimas semanas, no meio da criação de um novo papel influente no seu Serviço Europeu de Acção Externa, que o levaria a representar o corpo diplomático nas conversações com legisladores e governos nacionais.
No entanto, os funcionários da Comissão tentaram inviabilizar essa nomeação, propondo em vez disso que fosse oferecido a Selmayr um papel como enviado especial da UE para a liberdade religiosa – um cargo muito menos sensível e influente que, no entanto, facilitaria o seu regresso a Bruxelas.
Conservador alemão com laços institucionais profundos, Selmayr conquistou a reputação de “Monstro do Berlaymont” durante o seu tempo na sede da Comissão em Bruxelas.
A sua promoção em 2018 para supervisionar a Comissão suscitou a condenação do Parlamento Europeu, que afirmou que o processo falhou “em dar a outros possíveis candidatos dentro da administração pública europeia a possibilidade de se candidatarem”.




