A guerra na Ucrânia mostrou a importância dos recursos espaciais, tanto para a recolha de informações como para comunicações seguras. A Europa também procura reduzir a sua dependência de empresas norte-americanas, incluindo a SpaceX de Elon Musk.
Num exemplo da mudança, o novo projecto de observação da Terra de dupla utilização da ESA, denominado Resiliência Europeia a partir do Espaço, poderia ter aplicações civis e militares.
A Polónia desempenhou um papel de liderança na pressão para que a ESA se envolvesse mais na defesa, disse o Diretor-Geral da agência, Josef Aschbacher, aos jornalistas. Varsóvia e a organização estão actualmente a discutir a criação de um novo centro da ESA na Polónia que se concentraria na segurança.
O orçamento inclui 3,4 mil milhões de euros para observação da Terra, 2,1 mil milhões de euros para comunicações seguras e 900 milhões de euros para desenvolver lançadores de foguetes europeus. Trata-se de um aumento significativo em comparação com o orçamento anterior de quase 17 mil milhões de euros.
“Isso é incrível”, disse Aschbacher sobre o orçamento maior.
A Alemanha é o principal contribuinte, com cerca de 5 mil milhões de euros, seguindo-se a França e a Itália, com mais de 3 mil milhões de euros cada.




