A digitalização também desempenha um papel fundamental. Por meio de automação avançada e insights baseados em dados, soluções como a Tetra Pak® O PlantMaster permite que empresas de alimentos e bebidas operem fábricas totalmente automatizadas com um único ponto de controle para sua produção, ajudando-as a melhorar a eficiência operacional, minimizar o tempo de inatividade da produção e reduzir sua pegada ambiental.
O “meio oculto”: uma lacuna crítica na política dos sistemas alimentares
Hoje, grande parte do foco na transformação dos sistemas alimentares está colocada na agricultura e na promoção de dietas saudáveis. Ambos são importantes, mas correm o risco de ignorar os muitos e variados processos que levam os alimentos do agricultor ao consumidor final. Em 2015, o Dr. Thomas Reardon cunhou o termo “meio oculto” para descrever este segmento intermediário das cadeias de valor agrícolas globais.2
Este meio oculto inclui processamento, logística, armazenamento, embalagem e manuseio, e é fundamental. É responsável por aproximadamente 22 por cento das emissões provenientes dos alimentos e entre 40-60 por cento dos custos totais e do valor acrescentado nos sistemas alimentares.3 No entanto, apesar do seu enorme valor económico, recebe apenas 2,5 a 4 por cento do financiamento climático.4
Os decisores políticos precisam de reconhecer o percurso completo do campo até ao prato como uma prioridade fundamental. Facilitadores estratégicos, como embalagens que protegem alimentos perecíveis e prolongam a vida útil, juntamente com tecnologias de processamento resistentes ao clima, podem maximizar o rendimento e minimizar perdas e desperdícios em toda a cadeia de valor. Além disso, demonstram como a sustentabilidade e a competitividade podem andar de mãos dadas.
Paralelamente, o financiamento climático e de desenvolvimento deve ser redireccionado para aumentar o investimento no meio oculto, com especial atenção para as pequenas e médias empresas, que constituem a maior parte do sector.




