A “máquina azul” da Feira dominou um dragão amarelado

A “máquina azul” da Feira dominou um dragão amarelado

Rui Barros, treinador do FC Porto, atribuiu a vitória a um Feirense “mais musculado”

▌Edson Faria afasta o esférico Tomás Esteves, ambos os jogadores estiveram em bom plano

O Feirense chamou a si o dinamismo do jogo, o resultado peca por escasso e confere um toque de injustiça ao trabalho do técnico fogaceiro — Filipe Rocha retificou a equipa para a desvantagem numérica e contra o que era esperado fez renascer o Feirense. 

CD Feirense – 1

F.C. Porto  – 0

 

Árbitro: Sérgio Guelho

Feirense: Caio Secco, Tiago Mesquita, Ícaro, Gui Ramos, Zé Ricardo, Cris [Ramires, 45], Christian, Edson Farias [Ruca, 81], Feliz, Fábio Espinho [Camará, 62] e João Victor Suplentes: Ricardo Benjamin, Ramires, Victor Silva, Cavadas, Elves Baldé, Ruca e Camará Treinador: Filipe Rocha

FC Porto B: Ricardo Silva, Tomás Esteves, Justiniano, Ferraresi, Diogo Bessa, Ndiaye [Ángel Torres, 72], Rodrigo Valente, João Mário, Fábio Vieira, Madi Queta [Afonso Sousa, 78] e Tony Djim [Papalele, 45+1] Suplentes: Meixedo, Landis, Ángel Torres, Boris Enow, Afonso Sousa, Musa Yahaya e Papalele Treinador: Rui Barros

Início do jogo com o Feirense a dar desde bem cedo sinais da sua vontade de mandar — quatro defesas em linha, quatro médios a vigiar as ações do adversário e dois avançados criavam muita mobilidade no meio-campo feirense e deixavam o Porto mais longe da sua área.
 
Nos primeiros dez minutos de jogo os fogaceiros, numa boa demonstração de querer e determinação, já contabilizavam duas boas oportunidades de golo — uma em jogada corrida, outra na marcação de canto.
 
De seguida Christian num roubo de bola no meio-campo do adversário, levanta a cabeça e remata à baliza — a bola bate com estrondo no travessão, seria um golo não de bandeira, mas de estandarte.
 
Aos 18′ minutos, o mesmo Christian vê o amarelo por falta cometida ao travar um ataque do FCP — aqui excesso de zelo por parte do árbitro.
 
O FC Porto, sempre que podia, respondia e aos 25′ minutos, Rodrigo Valente surge na área e falha um ‘penálti com bola corrida’ que tudo tinha para dar golo. O Feirense reage e vai para a frente; consegue um canto e João Victor na marcação responde com uma entrada fulgurante a fazer o 1 – 0 — um resultado há muito merecido.

▌Ndiaye e Christian disputaram o meio campo com raça

Se a balança já pendia para o lado do castelo, o golo deu ainda mais alento à vontade da casa e o segundo parecia estar ao “pé” de semear. Os da casa defendiam bem e com muito acerto — raramente com mais de quatro defesas porque os homens do miolo faziam o seu papel na perfeição; Filipe Rocha estudou bem a lição e os seus pupilos sabiam bem o que cada um fazer.

Aos 42′ minutos Gui Ramos vê o amarelo por desarme numa rápida transição do FCP, mas, mais uma vez, o cartão podia ter ficado no bolso por ser apenas um desarme. Ao acabar a primeira parte o Feirense continuava a carregar e em três remates sucessivos a bola foi sempre ao encontro da parede montada pelos dragões. Resultado lisonjeiro para o Porto no fim da primeira parte.

Com o recomeço do jogo notava-se que os homens de Rui Barros tinham nas bolas paradas o que parecia ser a fórmula para o golo — cantos e livres eram executados com alguma demora, pareciam exigir o uso de ‘régua e esquadro’ na sua execução. Sempre que estes aconteciam, a história repetia-se, os jogadores da casa eram obrigados a contraporem-se ao “montinho” de jogadores do FC Porto que ocupavam a zona de marcação — os dragões tentavam iludir as marcações, deixando sempre dois atletas fora-da-área para o pontapé de ressaca que até veio a acontecer. Filipe Rocha, apercebeu-se e não deixava de dar indicações aos seus homens.

 

Aos 57′ minutos e entre picardias mutuas aparecem no chão dois atletas: um da casa, outro do Porto e de pronto o árbitro mostra vermelho a João Victor. Choveram protestos de ambas as partes e o jogo demorou alguns minutos para recomeçar, mas só se viu mais um amarelo para um elemento do banco feirense.
 
Perante a inferioridade numérica, o técnico Feirense não perdeu tempo e fez sair Fábio Espinho para a entrada de Camará. Quando parecia que os fogaceiros iam acusar a falta de um homem, eis que renasce o Feirense. A substituição de Filipe Rocha levou a frescura à zona de maior risco, os da casa não permitiam grandes aventuras aos defesos Portistas e ameaçava em contra-ataque.

▌ Um Caio gigante frustrou ataque de Madi Queta

Aos 85′ gerou-se alguma confusão na zona dos bancos por demora na reposição da bola por parte do Feirense — o banco do FC Porto invadiu a área técnica do Feirense e o árbitro a assistiu passivamente, parecendo algo descontrolado.
 
O Feirense geriu os casos e o tempo de jogo como lhe competia e naturalmente tirou o todo o partido possível das paragens sem entrar no anti-jogo, viu mais dois amarelos por demora na reposição de jogo, um para caio e outro para Mesquita.
 
Os dragões acusaram alguma ingenuidade na hora das decisões; não foi fácil aos seus miúdos contrapor a maior experiência da equipa fogaceira.
 
No final da partida o técnico da invicta queixou-se do “tempo perdido” e falou “em anti-jogo por parte do Feirense”, sublinhou ainda que os seus “miúdos mereciam jogar mais tempo” e atribuiu a vitória a um Feirense “mais musculado”.
 
Filipe Rocha falou de uma equipa que executou “o que lhe foi pedido”, enalteceu o trabalho dos jogadores, sobretudo depois da expulsão, “os atletas sacrificaram-se muito principalmente após a expulsão”. 

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