Política

A Eurovisão evita o seu cenário de pesadelo quando a Bulgária vence Israel para vencer

As tensões sobre a participação de Israel no concurso aumentaram no início da semana, quando o artista Noam Bettan cantou a balada pop “Michelle” sob vaias e gritos durante a semifinal. Quatro membros da audiência tiveram que ser removidos por “comportamento perturbador”, segundo os organizadores.

Foi a primeira vitória da Bulgária na competição, tendo estreado em 2005. A Bulgária regressava em 2026, após uma pausa de quatro anos na competição devido a restrições financeiras na emissora pública.

O estrondoso hino dançante da Bulgária agradou ao público em Viena, mas originalmente não estava cotado para vencer, contra inscrições mais favorecidas da Finlândia ou da Austrália.

Os países que ficaram de fora este ano (Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia) disseram que a sua decisão se deveu à guerra de Israel em Gaza – que foi desencadeada por um ataque violento a Israel por militantes do Hamas – e à crise humanitária resultante que desencadeou.

Os manifestantes também marcharam por Viena no sábado protestando contra a inclusão de Israel na competição, gritando “boicote Israel, boicote o ESC (Concurso Eurovisão da Canção)” e “não há palco para genocídio”.

Mais tarde na noite de sábado, um protesto separado contra a participação de Israel resultou na prisão de 14 pessoas, confirmou a polícia de Viena. A polícia disse que os indivíduos foram presos porque não retiraram as máscaras que escondiam sua identidade.