“A coligação da declaração de vontade para uma paz sólida e duradoura… reconhece pela primeira vez uma convergência operacional entre os 35 países, a Ucrânia e os EUA para construir garantias de segurança robustas”, disse Macron aos jornalistas. Washington participará nessas garantias, inclusive com o “backstop” que os europeus queriam, acrescentou.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que após um cessar-fogo, o Reino Unido e a França estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia e “construirão instalações protegidas para armas e equipamento militar para apoiar as necessidades de defesa da Ucrânia”.
A França, o Reino Unido e a Ucrânia assinaram uma declaração separada na terça-feira estabelecendo estes compromissos.
A força multinacional liderada pela Europa cobrirá terra, ar e mar e ficará estacionada na Ucrânia Ocidental, longe da linha de contacto, disse Macron. A França e o Reino Unido disseram anteriormente que estariam dispostos a colocar forças no terreno – mas a maioria dos outros membros da coligação, incluindo a Alemanha, até agora evitou aderir a esse compromisso.
Outras nações sugeriram o envio de aeronaves baseadas em países vizinhos da NATO para monitorizar os céus ucranianos, e a Turquia concordou em liderar o segmento marítimo da coligação para proteger o Mar Negro.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que Berlim está aberta a enviar as suas tropas para um país vizinho da NATO que agiria em caso de agressão russa, dizendo aos jornalistas que “não descartamos nada”. Mas ele enfatizou que a decisão final caberia ao parlamento alemão.




