O futuro do hip-hop belga veio de Santa Maria de Lamas

O futuro do hip-hop belga veio de Santa Maria de Lamas

Salomé, AKA Blu Samu foi criada em Santa Maria de Lamas até aos seis anos

FOTO: FACEBOOK

Texto: Ricardo Santos

Salomé nasceu em Antuérpia, na Bélgica, mas regressou a Portugal, onde, até aos seis anos, ficou aos cuidados da avó Magalhães. Hoje, Salomé, AKA Blu Samu, é uma potência no Hip Hop belga e a sua diversidade linguística e musical concedem-lhe o estatuto de promessa mundial no género – o que ainda não sabe é que Blu Samu é lamacense e o sonho dela é atuar em Santa Maria de Lamas. 

Em Santa Maria de Lamas todos conhecem a família Magalhães, pessoas de bom trato e afáveis – Lídia Magalhães, tia de Salomé, não é exceção e recebeu as nossas perguntas com um sincero orgulho na sobrinha.

 Começou por dizer que  “o sonho da Salomé é atuar em Lamas”, mas de certa forma até já o fez quando, em sessões de karaoké, subiu ao palco do café Paralelo para cantar “yolanda”, muitas das vezes acompanhada pela tia Lídia. 

Em 2018, Blu Samu, conquistou o estatuto de jovem estrela ao ganhar a “Urban category” nos prémios Red Bull Electropedia, (pode clicar aqui para ver o artigo da “Chase” sobre este prémio) um galardão que distingue o mais promissor artista em R&B / hip-hop na Bélgica, mas nem, por isso, esqueceu a sua casa portuguesa e escolheu a tia Lídia para dar voz a quem chama mãe no vídeoclip ‘I Run’. Pode ver o vídeo aqui.

Desde pequenina que as suas movimentações faziam crer que o seu futuro estaria relacionado com as artes, só não se sabia o que seria. Acabou por estar ligado à música – teve aulas de saxofone e piano, mas nunca se “agarrou” a nenhum instrumento – “talvez por causa da instabilidade da sua infância ela interessava-se, mas não estabilizava”, explica a tia ao sublinhar que as tribulações do seu percurso de vida são bem visíveis na sua música e no grafismo dos seus videoclips. Blu Samu teve até um canal de YouTube sobre manga, outra das paixões de Salomé. 

Agora só falta mesmo o concerto na vila do coração, até porque a avó, Rosa Santos, que a criou já não tem mobilidade para a visitar explica a tia.

Nós por cá a esperamos e acompanhamos com vaidade a sua carreira porque apesar da sua passagem relâmpago por Santa Maria de Lamas nunca tratou a sua terra por “terrinha”.

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