Ossadas humanas encontradas em Oleiros sob a lupa da P.J.

Ossadas humanas encontradas em Oleiros sob a lupa da P.J.

• “Não são ossadas do nosso cemitério, mas deduzimos que sejam de algum cemitério que tenha feito alguma limpeza”, Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros | Foto: Ilustração ~ D.R.

Terça-feira de manhã o insólito aconteceu nos estaleiros da Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros. Os funcionários ao preparem uma carga de resíduos que tinha como destino o aterro, depararam-se com um cheiro nauseabundo que provinha de cerca de oito sacos de ráfia que estavam no interior das instalações. 

Os funcionários abriram os sacos para tentar perceber o conteúdo e depressa perceberam que se tratava de restos de caixões e resíduos provenientes de um  cemitério. Os sacos continham madeiras de caixão, restos de tecidos e pequenas ossadas ao que tudo indica serem humanas. Entre os colaboradores da junta de freguesia encontrava-se o coveiro cujo parecer e experiência foram determinantes para dar o alerta imediato à GNR de Santa Maria de Lamas. 

A GNR desencadeou a polícia judiciária, bombeiros e  ministério público que, já no local, procederam à recolha das ossadas que ao que tudo indica foram levadas para a morgue do Hospital S. Sebastião sendo depois avaliadas pelo instituto de medicina legal. 

Desencadeadas todas as averiguações no local a delegada do ministério público pediu à junta de freguesia que se fosse o fiel depositário dos restos de madeira que constituem prova.  

A audácia veio na manhã seguinte, quarta-feira, quando os funcionários da junta ao chegar ao estaleiro depararam-se com a vedação danificada e uma nova carga – mais um saco suspeito. A junta de freguesia voltou a chamar a GNR e ao local chegaram novamente bombeiros e polícia judiciária que repetiram a operação realizada no dia anterior.  

Apesar das notícias avançadas em alguns órgãos de comunicação a junta de freguesia de S. Paio de Oleiros frisou que “não são ossadas do nosso cemitério, mas deduzimos que sejam de algum cemitério que tenha feito alguma limpeza, porque pelo conteúdo dos sacos o nosso coveiro percebeu que se tratavam restos de campas ou de alguma capela que foram limpas”.

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