CDU acusa, Bombeiros e Indaqua desmentem, Vítor Marques fala em “fake news”

CDU acusa, Bombeiros e Indaqua desmentem, Vítor Marques fala em “fake news”

•  Incêndio que gerou a polémica aconteceu no dia 16 de Junho

Num requerimento enviado ao Presidente da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, Filipe Moreira, representante da CDU, colocou em cima da mesa a má funcionalidade de algumas bocas de incêndio, apontou o dedo à inércia da Indaqua e questionou a Câmara da Feira quanto à sua atuação. Os relatos reportam ao dia 16 de junho, no decorrer de um incêndio que deflagrou num armazém de lenha em Rio Meão. O Diário da Feira apurou os factos, os relatos foram unânimes e corroborados pelos Bombeiros de Santa Maria da Feira na pessoa do 2.º Comandante Abel Valente que nega as afirmações e afirma “não registamos nenhuma anomalia na rede de incêndio” — Vítor Marques lamenta aproveitamento político.

Filipe Moreira, representante da CDU:

No requerimento apresentado, Filipe Moreira começa por explicar que “vários moradores fizeram chegar à CDU a informação de que as bocas de incêndio junto ao local não tinham caudal suficiente para fazer face às necessidades dos Bombeiros” e acrescenta que “o abastecimento destas infraestruturas é da responsabilidade da concessionária Indaqua”, com a “responsabilidade da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira nos processos de fiscalização e exigência do cumprimento das obrigações da referida empresa”. 

Abel Valente, 2.º Comandante dos Bombeiros da Feira:

“Não sei porque se levanta este problema, quando não temos a registar nenhuma anomalia na rede de incêndio e não temos queixas”, afirma Abel Valente, 2.º Comandante dos Bombeiros da Feira, que garante que “não houve problemas com o fluxo da água — a única adversidade que tivemos foi um problema de chaves num dos hidratantes. Não foi uma anomalia. É feito por segurança”, para garantir o fornecimento de água em casos de emergência. E, explica: “Os hidratantes são fechados e as chaves são oferecidas às corporações, no nosso caso pela Indaqua. Na confusão do incêndio um bombeiro de uma corporação vizinha tentou abrir um desses pontos com a sua chave, mas não o conseguiu fazer”. Abel Valente assegura que a situação foi resolvida rapidamente, que este impasse, aos olhos de quem não sabe, é difícil de explicar, mas reforça que é uma situação de segurança comum a todos os concelhos. 

A Indaqua:

A concessionária da Feira afirma que “não foi contactada por nenhuma entidade a reportar qualquer anomalia nos órgãos de incêndio da Zona Industrial em questão” e salienta que “a existir alguma irregularidade, ela teria sido comunicada de imediato, constatando-se que estamos perante uma acusação infundada e que não corresponde à realidade”. Face às afirmações e para dissipar quaisquer problemas a Indaqua contactou as corporações do concelho e confirmou “que não se verificaram anomalias no funcionamento dos hidratantes existentes nas proximidades da zona afetada”. 

Vítor Marques, vereador da Câmara da Feira:

Vítor Marques, mostra-se indignado com esta acusação e sublinha que “todos temos o direito à opinião”, “mas não temos o direito de as utilizar como fake news ou notícias falsas para tirar dividendos políticos”. O vereador refuta qualquer problema com o caudal dos hidratantes; é categórico ao afirmar que as inspeções são realizadas com a regularidade obrigatória e salienta que “nas épocas de maior risco de incêndio, até o fazemos mais vezes, principalmente nas zonas industriais e nas que representam maior perigo, por forma a evitar falhas”. Em Rio Meão o vereador garante que não se registaram falhas e confirma os factos relatados por Abel Valente. 

No requerimento a CDU sublinha ainda que “situações idênticas foram anteriormente denunciadas pela CDU em diferentes Zonas Industriais do município ao longo dos anos”, mas Bombeiros, Câmara e Indaqua explicam que não há motivo para alarme e confirmam que a relação que existe entre as três entidades é dinâmica e articulada — a existir alguma irregularidade, ela é comunicada e corrigida de imediato.  

O Diário da Feira tentou contactar Filipe Moreira, representante da CDU, para obter informações junto dos moradores que originaram a acusação, mas até agora não obteve resposta.

Outros moradores contactados pelo Diário da Feira afirmaram que não ouviram falar em problemas com o fluxo ou a falta de água, um deles testemunha do incêndio  garantiu mesmo que “não houve falta de água”. 

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