Aprender ao ar livre junta alunos de Sanguedo à Eslovénia, Turquia, Sérvia, Roménia e Itália

Aprender ao ar livre junta alunos de Sanguedo à Eslovénia, Turquia, Sérvia, Roménia e Itália

O Colégio Santa Eulália teve aprovado um segundo projeto Erasmus+

▌Foto: DR/PD

Portugal, Eslovénia, Turquia, Sérvia, Roménia e Itália estão juntos por um projeto internacional que juntou seis escolas – em Portugal, a pequena vila de Sanguedo, Santa Maria da Feira, é o ‘ground zero’ para uma inovação no ensino que tem como meta desenvolver atividades que promovam a aprendizagem ao ar livre.

A situação delicada em que a educação se encontra leva à procura de soluções e inovações – o Colégio Santa Eulália, em Sanguedo quebrou mais uma barreira e trouxe as aulas para a rua.

O Colégio viu aprovado um segundo projeto Erasmus+,  a ser implementado nos anos letivos 2020/2021 e 2021/2022, no âmbito da mobilidade docente com fins formativos e cooperação para a inovação.

O projeto chama-se “Wild Horizons: Outdoor Learning Experiences” e além do Colégio Santa Eulália estão mais cinco escolas de vários países do continente Europeu: Eslovénia, Turquia, Sérvia, Roménia e Itália.

O objetivo é desenvolver atividades que promovam a aprendizagem ao ar livre – e numa altura em que o distanciamento social é crucial, este projeto assenta como uma luva nas necessidades de segurança social e educacional na sociedade atual.

Estas inovações vão trazer à luz novos modelos pedagógicos, desenvolver a colaboração entre as diversas escolas da parceria, fortalecer a oralidade e escrita na língua materna e língua do projeto – Inglês; desenvolver o espírito de grupo e fortalecer o desenvolvimento profissional docente, em diferentes momentos formativos.

No projeto esperam-se 52 atividades em que alunos, professores e escolas vão cooperar entre si – ainda se esperam seis mobilidades entre os vários países, que para já, se mantém suspensas até que possam ser possíveis.

Para Madalena Malta, diretora do Colégio Santa Eulália, “estes projetos europeus de cooperação estratégica são uma forma de abrir horizontes”. 

A diretora acredita que tem aqui uma oportunidade  e “partilhar o que de bom fazemos e aprender com as experiências de outros, e desta forma crescermos enquanto instituição e no desenvolvimento de competências de aprendizagem dos nossos alunos e professores, que se centram no que se pretende para a Escola deste novo século.”

Neste colégio não se esconde que os olhos estão voltados para o futuro, e Madalena Malta acredita, também que nas “mais-valias que estes projetos trazem aos professores e alunos envolvidos e à Instituição, nomeadamente, o desenvolvimento pessoal e profissional que possa contribuir para a promoção do sucesso escolar.”

A direção considera “vital Articular e Inovar” e envolver os professores na “melhoria contínua de novos conhecimentos, capacidades e competências ao nível da articulação interdisciplinar.”

O projeto “Wild Horizons: Outdoor Learning Experiences” nasce de uma parceria prévia de um projeto eTwinning entre as mesmas escolas, e o seu sucesso, não só viu o projeto Europeu aprovado pela comissão europeia, como ainda lhe foi atribuído o Selo Europeu de Qualidade eTwinning.

Esta certificação veio atestar a qualidade do trabalho de projeto internacional, pela divulgação e criação de redes de partilha e aprendizagem cooperativa, numa forma de proporcionar ao maior número possível de alunos, a oportunidade de comunicar com outros alunos de outros países da União Europeia utilizando as TIC na escola.

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