Mês de agosto manchado por eco-crimes em várias freguesias do concelho

Mês de agosto manchado por eco-crimes em várias freguesias do concelho

Em caldas de S. Jorge centenas de peixes morreram 

▌Foto: DR

Em menos de uma semana várias descargas poluentes debilitaram os nossos cursos de água; as descargas tiveram lugar em Sanfins, na cidade de Santa Maria da Feira e a mais grave aconteceu em Caldas de S. Jorge – onde a população de trutas no Rio Uíma foi amplamente dizimada.

A 12 de agosto uma descarga poluente matou centenas de peixes ontem em Caldas de S. Jorge, Santa Maria da Feira.

A descarga que terá origem a montante da Sé, no centro de S. Jorge “começou há vários dias”, afirmou uma fonte local ao DF, que suspeita que dado a gravidade da situação “poderá ter origem numa das unidades fabris” que se cruzam o rio Uíma.

O presidente da junta José Martins, numa rede social afirmou que tinha conhecimento do caso, e em resposta a um ‘post’ de um cidadão que denunciava o caso afirmou que “desde segunda-feira que o SEPNA em conjunto com o Município da Feira está a analisar quem está a cometer tal atrocidade.” 

O executivo camarário também respondeu e explicou que “a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira teve conhecimento, através de uma denúncia feita” pela junta de freguesia da “descarga poluente na zona das Caldas de S. Jorge”. 

A autarquia fez-se representar e deslocou-se “a par com a GNR, ao local para averiguar a situação”, sublinha que “de momento, o curso de água encontra-se limpo”. 

Quanto à origem da descarga, GNR e executivo não conseguiram descortinar a fonte poluídora, mas asseguram que “a situação continua a ser acompanhada.”

Ainda sobre a descarga no Rio Uíma nas Caldas de S. Jorge tentamos questionar o gabinete de comunicação e relações da GNR de Aveiro, de forma a conhecer as diligências tomadas, mas este manteve o silêncio, e até agora não é conhecida qualquer evolução no assunto.

Sanfins 

 

Em Sanfins,” vários populares alertaram para uma descarga poluente numa linha de água” mais precisamente na antiga freguesia de Sanfins, perto do complexo desportivo do Clube Desportivo Feirense, denunciou o BE.

Nelson Peralta, representante dos bloquistas afirmou em comunicado que “este tipo de descargas é infelizmente recorrente e tem um odor muito intenso a óleo.” O bloquista rotulou estas descargas como “um claro atentado ambiental”.

O executivo camarário respondeu e “no que concerne à alegada descarga na freguesia de Sanfins, a Autarquia não tem conhecimento de qualquer situação reportada nesse âmbito.”

Não obstante, da falta de denúncia formal o executivo frisou que a autarquia de Santa Maria da Feira se mantém “atenta e sempre disponível na aposta da preservação dos ecossistemas naturais”.

Esgoto no Cáster

Segundo o BE, um dia depois, a 13 de agosto, o rio Cáster terá sofrido uma descarga ilegal de esgoto.

Em plena luz do dia, no centro da cidade de Santa Maria da Feira a descarga terá sido testemunhada “por várias pessoas” com registo em vídeo que tem percorrido as redes sociais.

Desta feita o executivo “tomou conhecimento” da descarga poluente efetuada no Rio Cáster, perto da Rua Conselheiro Correia Marques, em Santa Maria da Feira e com a confrontação de datas, é possível auferir que a descarga aconteceu três dias antes da denúncia do BE, “no dia 10 de agosto”.

Na altura, autarquia e Indaqua estiveram presentes no local “para averiguar a situação”, mas não foi possível identificar a sua origem “dado que a descarga foi realizada a montante”. 

Em três dias foram várias as denúncias de crimes ambientais, que instituições como a GNR recordam que o papel de proteger e conservar o património natural é um dever do cidadão e para isso deixam várias ferramentas.

A linha SOS ambiente – 808 200 520 – está disponível 24 horas por dia durante todo o ano para expor estes crimes; se preferir pode aceder diretamente ao portal de denuncia da GNR clicando AQUI.

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