CS Jorge: Fecho de posto médico revolta população; ACeS explica atraso na reabertura

CS Jorge: Fecho de posto médico revolta população; ACeS explica atraso na reabertura

O posto poderá reabrir no final de setembro ou princípio de outubro

▌Foto: DR

O encerramento da Unidade de Saúde em Caldas de S. Jorge está a gerar descontentamento na freguesia e está em curso um abaixo-assinado; a ACeS (Agrupamento de Centros de Saúde Entre Douro e Vouga) responde a lembrar que uma série de adversidades está a limitar os recursos humanos, mas estima reabrir este posto em breve

Um grupo de cidadãos em Caldas de São Jorge está indignado com o encerramento da Unidade de Saúde no lugar da Sé, que aconteceu em virtude dos constrangimentos ditados pela pandemia do COVID-19.

No entanto, no seio dos populares há um receio que “este se torne efetivo, algo que há muito se tem evitado através da luta da população e do empenho do executivo da Junta de Freguesia.”

Em S. Jorge esta unidade de saúde servia a população de Caldas de S. Jorge, Gião e Pigeiros; no seio da indignação está o facto de que se trata de uma população “envelhecida que, muitas vezes, se deslocam a pé à Unidade de Saúde.”

De acordo com o comunicado enviado pelos responsáveis pelo abaixo-assinado esta Unidade de Saúde, por estar próxima do Centro Social tinha um valor adicional – pois foi solicitada “muitas vezes a intervenção de médicos e enfermeiros em casos de urgência” 

Os signatários temem agora que o encerramento se torne definitivo e pedem “uma explicação cabal para os acontecimentos que muito têm transtornado as suas vidas.”

Ao Diário da Feira, António Alves diretor do Agrupamento de Centros de Saúde Entre Douro e Vouga reconhece o direito à indignação e até ressalva que é “legítimo, mas as pessoas ainda não perceberam que está a acontecer.” 

O responsável nunca refere a hipótese de encerramento em definitivo e estima reabrir a Unidade de Saúde de Caldas de S. Jorge no final do mês de setembro ou no início de outubro – salvaguarda, no entanto, que esta data depende dos resultados do concurso, algo que transcende a autonomia do ACeS.

António Alves avança que estas valências continuam disponíveis, mas “por outros meios que vão permitir um melhor acesso” à saúde, diz ao reconhecer que este trabalho “é um pouco subtil”.

Não esconde os vários problemas que atrasam a reabertura dos Postos Médicos: com a criação de diversas infraestruturas, nomeadamente de combate à Covid-19, os recursos humanos estão a ser utilizados no limite, uma situação agravada com “a gestão de período de férias.”

A este problema de falta de pessoal soma-se ainda um crescente número de médicos que pretendem a reforma – António Alves explica que toda a “primeira leva” de médicos que entrou na medicina familiar “a seguir ao 25 de abril estão a pedir reforma”. 

Uma situação que acredita que “vai voltar a nivelar” com entrada de novos profissionais, mas que nesta fase entre a aposentação dos médicos e a apresentação do concurso “há sempre uma diferença de uns meses” em que o ACeS fica “com alguma dificuldade em gerir as listas” com os recursos existentes.

Esta acumulação de adversidades levam o diretor a acreditar que seria “inadequado” abrir as unidades de saúde nesta altura, pois não haveria “profissionais em número suficiente para garantir” um nível de prontidão satisfatório.

O diretor explica ainda que “foram criadas tantas áreas novas” que vão continuar a operar “com os mesmos profissionais” e apela à compreensão da comunidade.

António Alves frisa ainda  “que com uma nova área de Covid”, como a que existe em  Rio Meão, está a ser dado “um apoio de muita proximidade aos lares” e relembra que nos cuidados ao domicílio foram “aumentadas as camas de 12 para 40” embora, em número, continue “com os mesmos profissionais.” 

Sem profissionais em número suficiente “não há milagres” – lamenta o diretor.

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