110 trabalhadores da Ecco “pressionados para aceitar acordos” de rescisão

110 trabalhadores da Ecco “pressionados para aceitar acordos” de rescisão

Segundo a Autoridade Tributária, em 2016 a empresa beneficiou de 445 mil euros em benefícios fiscais

▌ | Foto: ARQUIVO/DR/PD

A fábrica de calçado Ecco poderá despedir  até dezembro 110 trabalhadores, revelou esta quarta-feira o Bloco de Esquerda que acusa a empresa de pressionar os funcionários para “aceitar acordos para rescindirem os seus contratos.”

O BE acusa a Ecco de “pressionar” mais de uma centena dos seus funcionários para que aceitem rescindir os seus contratos laborais – recorde-se que a Ecco terá 1.165 funcionários, e este despedimento representaria um corte de cerca de 10% da sua mão de obra.

Com agência Lusa, o partido não poupou palavras e acusou a empresa de “disfarçar um despedimento coletivo” na unidade fabril de São João de Ver, em Santa Maria da Feira.

O partido lembra que não é a primeira vez que a empresa tenta despedir funcionários – algo que o BE considera inaceitável e para isso inúmera uma longa lista “fundos comunitários e benefícios fiscais proporcionados pelo Estado português” que a Ecco terá usufruído ao longo dos anos.

Os bloquistas apontam para um padrão a empresa aceita “receber do Estado para, depois de despedir, criar postos de trabalho.” O valor mais gritante vem de 2016, quando “segundo a Autoridade Tributária, beneficiou de 445 mil euros em benefícios fiscais.”

Esta altura de pandemia trouxe evidentes consequências económicas que estão a engordar os números do desemprego, e Moisés Ferreira, deputado BE sublinha que é altura do Estado”intervir para salvaguardar todos os postos de trabalho,” especialmente nos casos das empresas que beneficiaram de medidas de apoio.

Para isso os bloquistas exigem “contrapartida das medidas de apoio às empresas.”

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