Opinião: Políticas de proximidade – Debates e Caminhadas Liberais em Argoncilhe

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Políticas de proximidade – Debates e Caminhadas Liberais em Argoncilhe

Parte da estratégia da Iniciativa Liberal de Argoncilhe (integra Núcleo Territorial de Santa Maria da Feira), rumo ao objetivo das próximas Autárquicas – Liberalizar Argoncilhe 2021, passa por demonstrar que existe uma maneira diferente de fazer política em Portugal.

Assim e desde Novembro de 2019, altura em que o grupo de trabalho de Argoncilhe da Iniciativa Liberal de Argoncilhe, começou o seu trabalho, o objetivo principal foi o de construir iniciativas, com a base de proximidade. Em Dezembro trouxemos o debate do Estado da Saúde em Portugal para Argoncilhe e iniciamos o ciclo de caminhadas liberais, interrompidas durante cerca de três meses, devido ao Covid-19. Sempre com o mesmo foco, políticas de proximidade, de pessoas para pessoas.

Como parar não faz parte do nosso vocabulário, encetamos um Roteiro de Debates sobre o Futuro Pós-Covid-19, durante onze semanas, com onze temas e mais de onze horas de debates, desde Economia, Saúde, Supply-Chain, Artes Performativas, Ensino, Relações Interpessoais, Imobiliário e outros mais. Mais uma vez, de pessoas para pessoas, de vários pontos do país, membros da Iniciativa Liberal, Cidadãos Independentes, Representantes de Instituições, com um foco, o Futuro, Medos e Desafios pós Covid-19. Finda mais uma Iniciativa, retomamos as Caminhadas Liberais.

As Caminhadas Liberais têm permitido, verificar no terreno as lacunas, desafios para os próximos anos, construção de pontes, desmitificação de mitos e acima de tudo, conseguir escutar os cidadãos e perceber o porquê de cada vez mais estarem afastados da política e de intervirem na sociedade.

Hoje e mais do que nunca é fundamental criar políticas de proximidade e descentralizar, descentralizar e descentralizar. Temos um Estado cada vez mais corpulento e centralista, traduzido numa cada vez maior carga fiscal. O Covid-19 tem sido aproveitado, essencialmente pela esquerda portuguesa (PS e parceiros da geringonça), com um perigoso alto patrocínio do PSD liderado por Rui Rio, que deixou há muito tempo de fazer oposição.

As autarquias na gestão desta crise e em muitos concelhos e localidades têm sido o garante para que esta pandemia não fosse ainda mais grave. O controlo da pandemia, sensibilização das populações, ajuda aos mais desfavorecidos, compra de material médico de apoio ao SNS, entre outras ações tem demonstrado que o caminho é a descentralização e não a centralização, tão amada pela esquerda portuguesa.

No presente construímos o futuro, sem esquecer as lições do passado. E que lições o passado tem entregue, mas que a amnésia coletiva ou falta de cultura geral e de responsabilização, tem deixado ao acaso. Vemos hoje o apetite voraz de “dar” milhões à comunicação social que diz estar em risco, para depois usar esses milhões dos nossos impostos para contratações milionárias. Depois assistimos a milhões para empresas públicas sem qualquer rasgo e pedido de responsabilidades como se duma esmola se tratasse.

Urge acordar as mentes e demonstrar e comparar os idos anos 20 do século passado em que depois de uma grande depressão, governos mundiais julgaram que com grandes obras públicas, financiadas com cada vez mais impostos salvariam a economia e dinamizavam o mercado, acompanhadas com restrições ao comércio para fomentar consumo interno. O que conseguiram na altura? Uma asfixia fiscal enorme, uma taxa cavalgante de desemprego e fraco investimento privado, ou seja, mais pobreza. Ontem como hoje vemos muitas semelhanças, o que deveria assustar o mais distraído. Não pensem e julguem que existem “almoços grátis” pois o dinheiro que virá da Europa como de um presente se tratasse virá acompanhado com exigências e necessidade de fundos a serem gerados. Onde é que o Governos os irá buscar? Aos nossos impostos e poupanças.

Vamos dar oportunidade às autarquias de estarem mais próximas das populações, com menos burocracia, menos impostos e mais e melhores serviços. Não tenhamos medo de inovar e ser livres.

Porque vale a pena pensar, analisar e discutir, não baixaremos os braços e faremos outros juntar a sua à nossa voz por um Portugal mais Livre e Justo!

É preciso fazer acontecer e ser capaz de Inovar e potenciar Portugal. Para tal basta ter Iniciativa!

Diretor de Compras, Licenciado em Línguas e Secretariado e Mestre em Logística. Membro da Iniciativa Liberal
Paulo Vieira | Iniciativa Liberal
Diretor de Compras