Protesto no Pingo Doce da Feira para dizer “não ao banco de horas”

Protesto no Pingo Doce da Feira para dizer “não ao banco de horas”

Loja de Santa Maria da Feira escolhida para representar o distrito de Aveiro

▌"O banco de horas é mais uma forma da empresa dispor do teu tempo e da tua vida (pessoal e familiar) conforme lhe interessa", diz o sindicato | Foto: Ventura Santos

No eixo do protesto, que o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) leva a cabo hoje está a realização de um referendo no Pingo Doce / Jerónimo Martins com vista à criação de um banco de horas grupal

Os protestos decorrem por todo o país, nomeadamente nas lojas do Pingo Doce de Braga, Coimbra, Évora, Faro, Porto, Coruche, Setúbal e Arcos de Valdevez. Para representar Aveiro, o CESP escolheu a loja de Santa Maria da Feira.

As votações começam amanhã, 16 de julho e prolongam-se até 3 de agosto.

À Lusa, o CESP considerou que o processo utilizado para referendo para a instituição do banco de horas grupal “não cumpre as normas legais e não é transparente.”

Segundo o sindicato a razão para a anulação deste processo é simples visto que o mesmo “exclui os representantes dos trabalhadores de todo o processo e deve ser imediatamente anulado”, exigiu o sindicato.

O CESP deixa ainda uma mensagem para os funcionários desta empresa ao lembrar que “o banco de horas é mais uma forma da empresa dispor do” tempo, vida pessoal e familiar “conforme lhe interessa”.

Esta mensagem para os trabalhadores termina dizendo que: “aceitar o banco de horas é aceitar que o patrão dispõe do teu tempo em função das suas vendas, dos seus lucros e dos seus interesses”.

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