Duelo PS e Feira Viva: PS quer demissões, empresa municipal acusa partido de “iliteracia”

Duelo PS e Feira Viva: PS quer demissões, empresa acusa partido de “iliteracia”

O mal-estar instalado sobre a gestão do Feira Viva dá origem a troca de galhardetes

▌No centro do duelo está Paulo Sérgio Pais, na mira do Partido Socialista | Foto: Ventura Santos

 

O Partido Socialista de Santa Maria da Feira, em comunicado, pediu a demissão do Diretor Geral e Conselho de Administração da empresa municipal Feira Viva, Cultura e Desporto; em causa estão 10 milhões que a Câmara Municipal de S.ª M.ª da Feira investiu na empresa municipal

Para Márcio Correia, presidente da concelhia do PS Feira, “o esbanjamento de dinheiro continua”; o líder da oposição lembra o empréstimo da Caixa Geral de Depósitos de mais de 1.200.000 euros à Feira Viva, com o aval da CMSMF.

Um empréstimo que a oposição acredita “lesará os contribuintes do concelho e será usado em prol de uma empresa com gestão duvidosa”, sublinha Márcio Correia que acrescenta ainda que esta verba só vem “criar mais encargos e dívidas para o Município.”

Segundo o mesmo, o Diretor Geral – Paulo Sérgio Pais – demonstrou  “uma falta de rigor e capacidade da gestão existente na empresa durante estes anos” que resultou “na atual debilidade financeira” desta empresa municipal.

O comunicado do Partido Socialista dá como exemplo de má gestão os 5 000 € que a empresa terá gasto “pelo arrendamento do armazém no Cavaco, em Santa Maria  da Feira e 3 750 € pelo arrendamento de um armazém em São João de Ver”.

Márcio Correia faz um somatório de “200.000,00 em rendas ao longo destes 4 anos”, um valor “injustificável” visto que “tem à sua disposição um espaço público gratuito no Europarque”, sublinha.

O Presidente da Concelhia do Partido Socialista termina a defender que “são precisas mudanças na forma de gestão e direção na empresa municipal Feira Viva”; e levanta  sobrancelha a estes números categorizando-os como “preocupantes”; acrescenta ainda que a “consequência será muito cara a todos os cidadãos de S. M. da Feira”. 

Feira Viva acusa Márcio Correia de “irresponsabilidade gritante”

A Administração do Feira Viva responde, dizendo que Márcio Correia quer “mostrar serviço e de fazer prova de vida” acusando o líder do PS Feira de “propor o fim da Viagem Medieval e de Perlim”.

Para a empresa municipal a “Viagem Medieval e Perlim, revela que os socialistas convivem mal com o sucesso internacional destes dois eventos que tanto prestígio trazem a Santa Maria da Feira.” 

O Feira Viva diz ainda que “a gestão da empresa municipal Feira Viva deu lucro em 18 dos seus 20 anos de existência” e que “o Partido Socialista esteve representado durante 8 anos no seu Conselho de Administração, num período em que a dívida a fornecedores rondou sempre 1 milhão de euros.”

Como já havia reiterado, a administração acredita que o “empréstimo bancário de 1,2 milhões de euros, para fazer face à pandemia, é um bom ato de gestão.”

Um gesto que, segundo o Feira Viva, vai injetar “dinheiro fresco na economia local e nas dezenas de pequenas e médias empresas locais que são a esmagadora maioria de fornecedores desta empresa municipal.”

O comunicado-resposta oferece ainda um conselho para o líder socialista em Santa Maria da Feira, sugerindo que este estude “melhor os assuntos antes de produzir afirmações falsas e levianas”, e lembra Márcio Correia de que o pouco tempo em que lidera o cargo “não justifica tanta ignorância e iliteracia sobre assuntos de Santa Maria da Feira.”

A reposta termina com uma mensagem para os militantes do Partido Socialista referindo que cabe a eles “escolher se estão do lado de marcas prestigiadas do concelho, como a Viagem Medieval e Perlim, ou do lado de quem revela uma irresponsabilidade gritante, como o novo líder socialista da Feira.”

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