Tribunal da Feira: Acusado de matar e violar uma freira remete-se ao silêncio

Tribunal da Feira: Acusado de matar e violar uma freira remete-se ao silêncio

Advogada do acusado admite que condenação “acontecerá”

▌"Tona" foi assassinada em setembro de 2019 | Foto: DR

O caso aconteceu em setembro de 2019, na cidade de S. João da Madeira; na altura a Polícia Judiciaria, em comunicado, explicou que o acusado atraiu “a vítima até ao interior da sua habitação, com o pretexto de lhe oferecer um café por esta o ter transportado na sua viatura até ali”.

Terá então recorrido “à força física aplicando à senhora, ao que tudo indica, um golpe de estrangulamento denominado mata-leão que terá sido a causa da morte” tendo de seguida, e segundo o mesmo comunicado, deitado a vítima “sobre a cama e terá mantido relações sexuais”.

Antónia Pinho, de 61 anos, era carinhosamente apelidada de “Tona” pelos habitantes daquela cidade e conhecida por circular de mota pela cidade.

O acusado, de 44 anos, é um ex-recluso libertado da prisão uns meses antes do termino total da pena, em maio desse ano, com pareceres desfavoráveis à liberdade condicional.

Ontem, e à porta fechada, o suspeito começou a ser julgado no Tribunal de Santa Maria da Feira – este julgamento engloba ainda outro caso: o rapto e tentativa de violação de uma jovem, também na cidade de S. João da Madeira.

Este caso terá acontecido cerca de um mês antes do assassinato de que é acusado.

A advogada do acusado, Cristina Bento, admitiu à SIC que a “condenação acontecerá, não sabemos é por quanto tempo” e defende que “irá trabalhar para que ele (o acusado) ultrapasse o problema a existir”.

A advogada sublinha a importância da reabilitação do acusado, frisando ao mesmo canal noticioso que “não é só ser preso e ficar fechado numa cela, é preciso compreender o que se passa para quando saírem não continuarem a cometer os mesmo crimes”.

Na primeira sessão do julgamento que começou ontem no Tribunal de Santa Maria da  Feira, o acusado não quis prestar declarações e remeteu-se ao silêncio.

 

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