Duarte Martins: “sinto que o União de Lamas precisa de nós”

Duarte Martins: “sinto que o União de Lamas precisa de nós”

O candidato à presidência dos rubro-negros quer mudanças profundas no clube

▌Duarte Martins | Foto: DR

Com apenas seis anos, Duarte Martins era sócio no União de Lamas, pouco tempo  depois e como jogador vestia a camisola unionista. Hoje sente que o clube precisa de mudanças de fundo e ao Diário da Feira designou os últimos 17 anos como “tempos sombrios”. 

A ligação de Duarte Martins com o União de Lamas começou em 1982 quando se filiou no clube e fez parte da formação, mais tarde seria parte da turma que disputou a divisão de honra pelo clube.

Com 44 anos vê-se como “um pai presente” e um empresário que faz “a gestão do seu negócio de forma criteriosa” sempre com o apoio da esposa, o seu “braço direito e confidente”.

Não sabe o que é estar apaixonado pelo União de Lamas: “já nasci assim” remata.

“Venho de uma família de unionistas” diz ao lembrar que o seu pai, tios e muitos dos seus primos fizeram parte da história do clube. Nomes incontornáveis como o do seu primo Jorge Silva e o seu irmão Luís Miguel que chegou a ser campeão do mundo de sub-20 por Portugal em 1991.

Legado familiar que, como explica, desencadeou uma nova candidatura: “o meu pai e tios sempre defenderam que seriam as gerações jovens a mudar o clube”. 

Duarte Martins frisa que os últimos 17 anos do clube são “dias sombrios” e desde 2017 que o atual candidato e um grupo de sócios questionam o rumo do clube. 

Em 2018 e pela primeira vez na história do clube, foram apresentadas duas listas — o atual candidato perdeu a presidência do União por diferença de apenas três votos. 

Desilusão que não fez Duarte Martins “baixar os braços” e o candidato sublinha que voltou “ainda mais forte e com o objetivo de renovar o União de Lamas”.

Da direção atual

 
Duarte Martins não tem dúvidas que “a atual direção é responsável pela situação em que o clube se encontra” e acusa a mesma de andar “há anos a queimar etapas com falsas promessas” — “é vergonhoso ver uma direção ignorar todas as expectativas que criou nos adeptos ao longo destes anos”. 

O candidato compara a direção a “um grupo de adolescentes teimosos” e afirma que estão “viciados no cargo” e nada fazem “para adquirir competências”.

Por tudo isto, Duarte Martins sente “que o União precisa de uma nova geração e uma nova energia; precisa de nós para devolver o clube aos sócios e à freguesia”, diz, lembrando que “este grupo tem uma enorme dívida de gratidão ao Comendador Henrique Amorim” e que tudo fará para voltar a “ver o União de Lamas com glória”.

A nova vaga

O candidato acredita que apesar de jovem, o grupo de trabalho que o acompanha “tem imensa qualidade e experiência profissional” e é “preciso pensar o presente com olhos no futuro e isso só se consegue havendo juventude”.

Segundo Duarte Martins o maior objetivo da sua candidatura passa por “devolver o clube aos sócios e aos adeptos e ver o União de Lamas a competir nos nacionais”.

A terminar o lamacense sublinha ainda que: “tenho uma enorme confiança na minha equipa e sei que juntos vamos ser uma alternativa à atual direção”.

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