Mozelos: “Queremos deixar um símbolo de esperança no futuro”

Mozelos: “Queremos deixar um símbolo de esperança no futuro”

Grupo de amigos junta-se à junta de freguesia de Mozelos para criar um arco-íris gigante

▌Decorreram ontem os primeiros testes de iluminação | Foto: DR

Em Mozelos um grupo de três amigos aliou-se à junta de freguesia para construir um arco-íris com mais de dez metros de altura com o objetivo de deixar aos residentes esperança num futuro pós-covid.

A tarde solarenga de ontem, 6 de maio, foi a ideal para um grupo de amigos deixar uma marca incontornável na Estrada Nacional 1 (EN1) em Mozelos.

Gil Vieira, Pedro Martins e Alberto Silva com a junta de freguesia de Mozelos ergueram uma armação cerca de 10 metros de altura para suportar um arco-íris: o símbolo escolhido para representar confiança e união social na sociedade durante a crise do novo coronavírus.

Tudo começou quando Pedro Martins e Gil Vieira contactaram Alberto Silva e pediram “a cedência do seu terreno, junto à EN1 para um projeto solidário” ao que o proprietário acedeu prontamente. 

Estava dado o primeiro passo na construção do arco-íris gigante.

Para Gil Vieira, este tipo de construção arco-íris não é novidade, o técnico de iluminação foi o “arquiteto” do arco-íris em frente ao Hospital S. Sebastião; por isso “a escolha de fazer um arco-íris aqui foi natural”, pois é em Mozelos que tem a sede sua da empresa.

Também membro do grupo, Pedro Martins, explicou que a ideia descolou num momento inicial da pandemia e a sua mensagem também era dirigida “aos peregrinos que rumassem a Fátima”. O cancelamento das celebrações do 13 de maio não impediu o projeto de continuar e “o arco-íris ficou para todos os que por lá passarem”.

O Presidente da Junta de Mozelos, José Carlos, divide os louros da iniciativa com os três amigos e lembra que vivemos “uma altura complicada e de incerteza” pelo que é preciso “dar alento às pessoas”.

O autarca acredita que é preciso utilizar “todos os elementos que possam levantar o ânimo” e que o local escolhido não veio por acaso: “é estratégico, com muita passagem” perfeito para “declarar esperança e acreditar que vamos ultrapassar esta situação difícil”.

“Com muita prudência” é a forma que o autarca usa para clarificar a reabertura de alguns dos seus serviços e deixa alguns conselhos: “cumpram as regras de distanciamento”, no cemitério “não partilhem baldes e vassouras”, nos parques “caminhem com afastamento”,  e rejeita a ideia de desportos com mais de cinco pessoas.

A sombra de uma segunda vaga com consequências mais fortes está sempre presente e José Carlos Silva frisa que até momento “as pessoas têm-se portado bem” e não quer ver este sacrifício por terra e insiste para que todos “usem sempre a máscara” quando deixam as suas casas.

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