Micro empresa de S. Jorge consegue certificação profissional para máscaras

Micro empresa de S. Jorge consegue certificação profissional para máscaras

Babysil começou a produzir máscaras de proteção social o mês passado

▌A mascara teve um desempenho positivo e alcançou um nível de proteção superior ao esperado

 

As empresárias das Caldas de S. Jorge que em abril canalizaram parte da sua produção têxtil para a produção de máscaras de proteção não hospitalares receberam ontem a certificação deste produto um resultado que excedeu as expetativas 

Caldas de S. Jorge não deixa os seus créditos por mãos alheias – a freguesia com menos de 3000 habitantes e uma experiência de décadas na indústria têxtil torna-se assim numa mais-valia face ao cenário atual de pandemia por Covid-19.

Inês Silva, gerente da Babysil revela que poucas semanas após o início da produção de máscaras para proteção social foi enviado um pedido de certificação para o Centro Tecnológico Têxtil e Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, (CITEVE), um polo tecnológico dedicado à inovação e desenvolvimento da indústria têxtil e do vestuário.

Face ao número de empresas do setor têxtil que competem por esta certificação, as manas Silva sentiam que estavam como ‘peixinhos entre tubarões’, mas os resultados extravasaram as expetativas iniciais. 

“Temos a perfeita consciência da nossa dimensão”, refere Goreti Silva ao lembrar que “a região do Vale do Ave tem centenas de empresas na área têxtil e a expetativa inicial seria conseguir uma máscara social reutilizável de nível 3, mas a certificação atribuiu uma proteção mais elevada do que a esperada”.

As máscaras “made in C. S. Jorge” são agora oficialmente aptas para “uso profissional,  que não sendo da saúde estão expostos ao contacto com um elevado número de indivíduos”.

A “Masc Babysil” pode ser reutilizada até cinco lavagens, mas Inês Silva assegura que tem “a máscara preparada para 15 a 20 lavagens”, lembrando que o CITEV, neste momento e como norma só certifica até cinco lavagens. 

A qualidade do produto criou alguma pressão nesta linha de produção, mas as irmãs sublinham que mantêm a enorme preocupação com confeção e “não querem defraudar as pessoas, nem os prazos”. Daí que o novo fluxo de trabalho levou a Babysil a procurar ajuda junto de “outras pequenas empresas de confeção – o chamado trabalho em rede.”

Confrontadas sobre uma potencial mudança de produto, Goretti Silva é contundente: “a nossa empresa não mudou de rumo” e espera que esta produção seja temporária e breve” – a Babysil continua, por isso, a produzir “artigos de puericultura têxtil, edredões, cortinados para a área da decoração e é assim que queremos continuar.”

As gerentes lembram os empresários do concelho de Santa Maria da Feira que “as coisas embora difíceis, nunca serão impossíveis” e deixam uma mensagem “especialmente para os líderes das empresas mais pequenas – se acreditarmos naquilo que fazemos, se tivermos perseverança é sempre possível dar mais um passo. Foi isso que fizemos ao avançar para esta etapa da certificação”.

Inês e Goretti Silva terminam com um desabafo: “não houve tempo para festejar: a notícia chegou ao início da noite de quinta-feira; eram 19h55 – havia que jantar rapidamente e voltar ao trabalho”.

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