Atletismo: Beatriz Valente, o “relâmpago verde” das Caldas de S. Jorge

Atletismo: Beatriz Valente, o “relâmpago verde” de Caldas de S. Jorge

“O futuro dirá se tenho potencial, mas era algo que gostava imenso que acontecesse”

▌Beatriz Valente é uma das grandes promessas do concelho para o atletismo | Fotos: CS Jorge Atletismo

Beatriz Valente descobriu o atletismo há pouco mais de quatro anos numa prova de corta-mato escolar — hoje, é uma das maiores promessas da modalidade no concelho e a camisola das quinas é o grande objetivo.

Beatriz Valente participa em quase todas as modalidades do atletismo, mas tem uma que é a sua preferida: “a vertente que mais gosto é o meio fundo, principalmente as provas de pista como os 400m, 800m e 1000m”. 

Com treinos quase diários, o dia a dia da atleta é duro — ao falar do que mais gosta sublinha que a tarefa mais difícil passa por “conciliar os treinos com a escola, os amigos e a família”, há “tempo para tudo e até de sobra”, mas é necessário “organizar e planear os nossos dias”, o que “é um pouco cansativo”.

Entre as muitas vitórias e conquistas, a atleta destaca “as minhas duas medalhas de bronze nacionais. A primeira no KM Jovem, em Ponte de Sor, em pista ao ar livre em representação da seleção de Aveiro, na época passada. A segunda, recentemente, mas em pista coberta, no nacional de juvenis, no Altice Fórum Braga”, diz, descrevendo-as como “momentos inesquecíveis”.

Aos dois episódios Beatriz Valente junta um terceiro, recordado não pelo pódio, mas pelo empenho. 

“No Mega km distrital de 2018, pois estava em terceiro com alguma distância das outras duas adversárias e nos últimos 400m consegui recuperar e cortar a meta no lugar mais alto do pódio. Como estávamos as três em boa forma tornou-se numa prova de grande esforço e superação”, diz.

Resultados que como a jovem atleta explica “não se conseguem de um dia para o outro” e resultam de “um trabalho contínuo”, que corrige erros e aproxima os atletas dos objetivos planeados.

“Isto deve-se muito ao trabalho desenvolvido por uma direção que tenta proporcionar aos atletas as melhores condições possíveis. Já são quatro anos de muita vivência com este clube e sinto que houve um crescimento ao nível dos atletas e do seu desempenho, como também na visão do próprio clube a nível nacional”.

 

E, se fazer parte de um projeto considerado a capital do atletismo do concelho da Feira é um orgulho, Beatriz Valente gostaria de ver dada mais importância ao atletismo e dá como exemplo o futebol.

“Em quase todas as freguesias do concelho da Feira existem campos de futebol, mas treinamos numa pista de terra batida que quando chove parece que estamos a fazer corta-mato. Para poder correr e competir numa pista com medidas oficiais temos de fazer muitos quilómetros e não deveria ser assim”, vinca, frisando que melhores condições permitiam resultados ainda melhores.

 Atleta de profissão é uma ambição que “requer espírito de sacrifício, dedicação e muito trabalho” — “o futuro dirá se tenho potencial, mas era algo que gostava imenso que acontecesse”. 

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