Colheitas no concelho diminuíram, mas dar sangue “é seguro e necessário”

Colheitas no concelho diminuíram, mas dar sangue “é seguro e necessário”

Associação de Dadores de Sangue da Feira apela às dádivas de sangue

▌Doações de sangue diminuíram em 50% | Foto: PD

O atual clima de incerteza que se vive em torno da pandemia leva à diminuição das dádivas de sangue — Santa Maria da Feira não é exceção e as colheitas perderem cerca de 50% dos seus dadores, no entanto, é necessário manter os ‘stocks’ dos hospitais durante esse período incerto.

Para garantir a autossuficiência dos hospitais durante a pandemia, alguns bancos de sangue nacionais já divulgaram que é preciso dar sangue — as colheitas registam uma quebra de 50% e os doadores voluntários são a forma direta de abastecer os hospitais. 

Em Santa Maria da Feira, a Associação de Dadores de Sangue regista o mesmo cenário e Albano Santos, presidente da associação, aponta para uma quebra de “50% das dádivas, para não ser muito pessimista”. 

Apesar das dúvidas que possam surgir, o presidente reforça que as colheitas de sangue seguem os mais altos padrões de segurança e controlo de infeções.

 “A segurança do dador é assegurada pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) que está devidamente apetrechado para dar uma resposta segura”, diz Albano Santos ao falar das medidas de prevenção que agora têm de ser cumpridas”. 

“Só entra um dador de cada vez e todos os voluntários são rastreados por um  enfermeiro que mede a febre e faz um rastreio a outros sintomas; só depois é que se avança para a dádiva de sangue”, diz.

A estas medidas juntam-se outras condicionantes e Albano Santos explica que se trata de procedimentos de segurança e prevenção que já foram tornados públicos, no entanto, estão devidamente descritas em panfletos informativos distribuídos nos locais das colheitas. 

O presidente dá como exemplo, voluntários que nas últimas semanas se deslocaram a países mais críticos como “Itália e Espanha, neste momento, não o podem fazer”

Apesar da quebra nas dádivas, a associação tem conseguido manter as colheitas nas freguesias, com dificuldades ao nível das instalações. 

“Agora as instalações são o nosso grande problema; os responsáveis têm medo e receio e temos de estar atentos para a eventualidade de não as disponibilizarem”, refere ao exemplificar. 

Em Lourosa, por exemplo, a colheita era habitualmente nos Bombeiros, mas não foi possível porque os bombeiros tiveram ordem superior para fechar as instalações e tivemos de arranjar outra solução”. 

Valeu o auxílio da junta de freguesia que cedeu um espaço, “com a condição de no final da colheita desinfetarmos as instalações”, explica. 

Sem data para o término desta pandemia e a verificar-se a incapacidade de contrariar esta tendência, os hospitais correm o risco de não conseguirem responder a determinadas situações, pelo que o presidente apela às dádivas para manter as prateleiras dos hospitais cheias. 

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